Fico tão agastada pensando na vida. Me acho tão má às vezes. Tão ruim, tão desumana, tão diabólica, maquiavélica. Me vejo, de vez em quando, como aquelas meninas malvadas, fúteis, vazias e vadias típicas de filme idealista norte americano. Atos que por mais que eu não faça por maldade ou para me exibir, eu faço simplesmente por fazer.
Mas aí, algo chamado bom senso unido ao livre arbítrio e a consiciecia, me param e me fazem reflitir: "sera que isso é certo?", "por que eu fiz isso?". E a partir daí sinto como se o mundo recaísse sobre mim, como um bobardeio em Hiroshima. Me culpo e sou culpada, me julgo e sou julgada.
Atos, palavras, gestos, olhares. Coisas tão espontaneas que fico pensando que minha essencia, que minha personalidade é diabólica, que eu sou um ser desumano, frio e cruel. Não entendo.
Não entendo por que isso, se são coisas que às vezes me deixam tão feliz, incomoda e agride os outros. Um abraço apertado, um beijo demorado, uma piada, um sorriso, uma conversa mais desabafadora. Por que as pessoas me colocam essa culpa? por que elas veem malícia onde não tem?
Confesso que não sou santa. Mas também não sou uma meretriz. Entendam que por mais que você queria ver maldade, juro que não há. É só amor. Amor de um jeito de amizade, e não amor como pensamos normalmente.
Me deixa ser feliz? É dificil fazer isso com milhares de olhares de reprovação; sei que tenho que ignora-los, mas desculpa, pra mim isso é mais dificil. Não veja maldade onde não há, por favor.
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