terça-feira, 5 de outubro de 2010

Rejeita-me.

Sim, tenho cara de pau para te dar mil indiretas mais que diretas, com certeza isso vcê já percebeu. Tenho a despreza de falar sobre o que sinto com mais de mil pessoas, menos com você, sim eu tenho. E quando tomo a coragem de ir até você e falar tudo que sinto e penso sobre nós, dou um passo à frente, paro e reflito. "Acho melhor não, que se dane!" são as frases que correm imediatamente no meu pensamento. Mas por que faço isso se sinto falta do velhos tempos? Por que recuso a admitir que sim estou com ciúmes de vocês e sim não aceito que você não me aceite do jeito que sou agora?

O meu orgulho, a minha auto-estima fala mas alto, grita um belo "f*da-se" pra você e pra eles que criticam a minha vida como se fosse algo que fosse da conta deles. Porque vocês não podem aceitar o fato que eu mudei, acrescentei várias qualidades e apenas um defeito? Não, vocês não conseguem aceitar; pois bem, vamos então nos entregar a rejeição eterna, aprenderei a conviver com o seu desprezo e indiferença. Eu supero essa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

1,2,3

Conto quatro segundos e você some, desaparece.
[Porque tanta fugacidade?
Fique mais uns segundos, apoia a cabeça no meu colo e feche os olhos.
[Fique mais um pouco.
Não vá, não se perca, não enlouqueça, vem e volta pra mim;
[Se torna fixo a alguem.
Ele não quer te deixar ir? Pois bem,



venham os dois então.

domingo, 3 de outubro de 2010

Não chore agora,

Não chore, por favor. Não gaste toda essa água salgada do teu rosto, deixando-a escorrer pelo seus olhos. Não chore. Sua decepção é evidentemente fingida, seu coração partido é falso; você sabe, e eu sei, não liga para mim.

Foram só ilusões, foi uma tentativa de amizade, foi um diversão temporanea. Se tivesse sido verdadeiro, voce não teria ido; e eu estaria sentindo a sua falta. Confesso que achei tudo mundo real quando vivi, mas agora vejo que tudo não passava de um teatro.

Por isso, não chore agora, pois não adianta derramar suas lágrimas de crocodilo, depois do final da peça em que os protagonistas não tem um final feliz porque nem ao menos tiveram um começo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fotos.

Vivi muitos momentos perfeitos. Saídas de última hora, amigos insanos e bêbados de diversão, dezenas de deslumbrantes sorrisos à minha volta, vivendo aquela alegria de não ter horário para voltar para casa. Uma única noite parecia dias e dias, não parecia terminar jamais e vivíamos, juntos, loucura juvenis e inconsequentes.
Era tudo felicidade, era tudo explosão de juventude, era tudo mágico. E, por algumas míseras e marcantes horas, aquela sensação de ser amada, de ser legal, de ser especial para alguem, de ser necessária para um sorriso acontecer, de pertencer à algum lugar, de fazer parte de algo maior. Um final de semana, um feriado que marca a minha vida inteira.
Mas, como tudo, acaba. Eu paro, penso, lembro, choro. E as fotos? Como não tirei fotos daqueles poucos minutos de felicidade, de amor mútuo, para relembrar depois? Como pude esquecer minha câmera? Como não pude tirar fotos para ver e rir das besteiras? Como?
Me desepero à procura desses bens materiais impressos a laser, para que eu possa olhar e buscar na memória os acontecimentos daquela noite. Preciso de alguma coisa que eu possa ver, para que seja comprovado visualmente que eu fui amada (mesmo que falsamente), que eu fui feliz (mesmo que momentaneamente), que eu fui especial pelo menos uma vez na vida.
Preciso me agarrar com as unhas nessa provas terrenas, pois a incerteza de minha alma materialista, de que nunca serei amada ou de que nunca serei especial para ninguém - nem para os que tem o mesmo sangue que o meu correndo em sua veias - me apavora. Tenho que ter provas visuais que eu fui feliz, que eu fui importante ao menos um única e curta noite.
Mesmo que tudo que eu tenho vivido tenha sido uma falsidade, tenha sido fruto do etílico, que tenho envergonhado até a minha sexta geração, não me importo. Quero fotos para recordar dos poucos, singulares bons momentos que vivi, já que os maus momentos não precisam ser lembrados com frequências, pois estes são cotidianos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

R.I.P

Vais me tratar assim, como lixo? Vais me tratar com deprezo, com indiferença, como se tivesse nojo de mim? Vais me ignorar como se eu nunca tivesse existido pra você? Vais arrastar todos eles com você? Vais me repugnar até a morte? Vais enterrar essa nossa amizade a sete palmos do chão?
Pois bem. Espero que quando você jogar a última pá de terra molhada se lembre das milhares de vezes que me ferrei por você, que te acobertei, que te acolhi, que te encobri, que te dei apoio, que te abraçei em meio às lágrimas, quando eu te ajudei e ver o lado positivo, quando eu te fiz rir, quando resolvi as coisas pra você. Espero que lembro de tudo isso.
E assim na nossa lápide vai estar escrito: "Uma amizade que morreu jovem, mas que foi verdadeira enquanto durou". Quero que saiba que irei todos os dias ao nosso túmulo, colocar flores laranjas no vaso ao lado dele e, infeizmente não terei mais esperanças de que aquele sentimento lindo irá ressucitar.
É, adeus.

Ponto Final, finalmente.

Uma noite, te olhei, vislumbrei todo um futuro, fiquei meses batalhando por você. Alguns poucos meses de trabalho duro, consegui o que eu tanto queria. Uma resposta sua. Uma outra noite, há dez meses atrás, finalmente beijei, me apaxonei, me entreguei. Você me negou, renegou, se achou o máximo por isso. Sofri com ninguem, chorei, implorei, (achei que) te amei. E assim teve um ponto e vírgula cheio de lágrimas, na nossa história.

Oito meses atrás, dois meses após o final da nossa "mal-começada" relação, você volta. Volta e me beija, me abraça, me fala tudo aquilo de novo. E eu, ingênua, acredito, corro atrás, faço de tudo pra ter você novamente. Mas aí você vai embora, de novo. Choro e sofro tudo de novo. E assim, mas um ponto e vírgula molhados de lágrimas, na nossa história.

Sete meses e três semanas atrás, duas semanas depois, acontece tudo de novo. Você volta, me beija, eu me iludo, você vai embora, eu choro. E corro atrás de você, imagino um futuro perfeito e você me acorda pra realidade, me abandonando. Mas esse só foi mais um ponto e vírgula inundado da água doce de meus já tão vividos olhos.

Agora, quatro meses depois do (quase) final de tudo, você volta de novo. Só que nesses meses de sua ausência, eu mudei muito. Mudei radicalmente. Me desapeguei de você. Não sou mais aquelas "sua" garotinha. Não, você não me tem mais na sua mão. Agora eu que escolho quem eu quero ou não, quem eu beijo ou não. Mas, o melhor de tudo, é que sei que agora você está em minhas mãos, afinal, estas carente como uma cachorro sem dono. E vou fazer tudo o que você fez comigo:

te usarei de gato e sapato,
de tapete de sala de estar,
te farei sofrer, como você nunca sofreu,
te negarei todos os meus beijos e
os benefícios de meu corpo.
E mais uma vez, essa nossa história que durou quase um ano, vai terminar em lágrimas. Só que desta vez, felizmente, não serão as minhas. E, triunfante, vou pôr um ponto final nesse rolo que já deu o que tinha que dar, mas não antes de você chorar e sofrer como eu sofri. Não irá acabar até eu pôr o meu ponto final de vingança. Azar o seu ter partido meu corção, prepare-se pois tu vai comer na minha mão. E depois que você sofrer bastante, eu coloco um ponto final. O Ponto da vitória.

Beatiful Monster

Há uns anos atrás, ela olhava para o espelho e quase se escondia de si mesma.

Era uma menina tímida, que se apaixonava fácil por qualquer um, abraçava poucos e beijava quase nehum. Queria mais que tudo um amor perfeito, um principe de cavalo branco e que diria as três palavras que ela desejava com todas as forças.

Não curtia festas regadas à álcool, detestava pessoas que fumavam e repugnava os beijos entres pessoas do mesmo sexo. Sua cabeça era 100% focada nos estudos, no vestibular, na escola, nas notas. Era cheia de medos e inseguranças.

Agora, após um ano e alguns meses, olho pro espelho e rio-me.
Como aquela menina tímida, poderia ter sido um dia eu? Perdi o medo, consegui construir um desapego emocional a todos que beijo, assim não sofro por amor. Não quero mais um par perfeito aos 16 anos de idade, não acredito mais em contos de fadas com cavalos brancos, ou muito menos principes; não quero mais ouvir as tais três palavras.

Aquela garota bobinha, acordou pra vida. Agora frequenta todas a festas reagadas à álcool, tem melhores amigos que não largam o vício do cigarro (e confesso até que homens fumando me atraem um pouco), e já beijou alguem do mesmo sexo. Eu que era aquela menina estudiosa, agora só estuda durante a semana, o necessário.

Perdi os medos, a noção, o bom-senso, os valores. Me tornei um monstro que por fora poder levar qualquer um pela conversa.

Bem-Vindo ao mundo, monstrinha.

sábado, 18 de setembro de 2010

.

Inquietante, estou.
Dança, dança, dança, dança, anda, dança, joga o cabelo, dança, dança, dança.
Estuda, faz prova, estuda, estuda, estuda, estuda, faz execício, estuda, estuda estuda, estuda.


Inqueita, estou eu.

Tick- Tock.

- Não esperem por mim, tenho meu próprio tempo.- ela falou calmamente parecendo não se preocupar com o desespero fulminate de todos a seu redor.

- Mas não vai fazer isso? - gritou um, embasbacado com tanta calma, afinal a época era de agitações.

- E nao não vai arrumar aquilo outro? - gritou outro, enfurecido.

- E quando vai resolver estudar, trabalhar, ter filhs, arrumar a casa e... - desembestou a falar, um terceiro. - Fazer todas essa coisas que o mundo moderno exige?

- O seu tempo é precioso minha cara! - esbravejaram os três.

Ela fez uma pausa, anulou as vozes ferozes que a ensurdeciam de tanta informação. Todos ao se redor lhe cobravam explicações, para fazer mais de mil coisas mirabolantes, queriam que ela planejasse o futuro e outras coisas mais que os adultos acham que com apenas 16 anos de experiencia de vida, temos de saber decidir, saber fazer, saber tudo.

Mas, por um momento, parou e pensou naquela frase: "O seu tempo é precioso.". O tempo dela era realmente precioso e, justamente por isso, ela tinha seu próprio tempo. Fazia as coisa na hora que queria, não organizava seu dia em nenhuma agenda, nenhuma anotação. Um Post-it ali, outro acolá e assim levava a vida.

- Logo, logo farei tudo. - respondeu com a calma que lhe era peculiar, deintando-se na grama e mirando o céu, novamente.

- Mas quando? Mas quando? Está ai a olhar o céu há um bocado de tempo! - Falaram, em coro, afastando-se dela, furiosos, apressados, adultos.

Ela mirou os três adultos na sua frente e riu-se. Eles faziam tantas perguntas desnecesárias, tantos questionamentos. O porque de valorizarem tanto o tempo, a incomodava. Os ignorou, cntinuo olhando o céu lindo e disse:

- Quando você deixarem de qestionar tanto a simplicidade do tempo, que você tanto valorizam, quando deixarem eu tomar minhas decisões, eu farei tudo que me pedirem. Quantos de vocês já perderam bons momentos por estarem usando o seu tempo para fabricar capital? Quantas coisas forem perdidas porque vocês, cheios de tempo, faziam coisas às pressas alegando falta de tempoe tiveram que fazer de novo? Aposto como foram muitas. Nunca deixei de fazer nada que é de minha obrigação, e sabem disso. Agora vão, pois afinal, o ''tempo é dinheiro'', não é?

O três se olharam e, mesmo que não tivessem falado um sílaba, viram que ela estava certa. Jogaram seus relógios pro alto, sentaram-se ao lado da jovem menina e com ela, curtiram o pôr-do-sol. Tempo? Sim, gastaram bastante desse, ma snão fazendo dinheiro e sim aproveitando o simples da vida.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Carne E Osso"

"A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar ne terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito inssoso
De não ser de carne e osso
De não ser de carne e osso"

Zélia Duncan, conseguiu expressar os meus pensamentos (no momento).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fairly Tale.

Não posso dizer que sou feliz, pois felicidade é um estado de espírito. É um momento. Talvez quem sabe quando eu encontar finalmete minha paz, eu seja feliz. As fadas me concedem tudo, menos esse desejo.

"Quem sabe o príncipe virou um chato", já dizia a velha Cássia Eller, e sendo ele um chato, me causa tédio e o escambo de homens reais não me traz felicidade plena, só prazer momentaneo.

É, meu conto de fadas ainda não teve fim. Posso dizer então que estou feliz. O mago Merlin já me dizia:

"Até que os bárbaros invadam novamente o teu reino, derespeitem as mulheres honradas, matem o teus respeitaveis homens, e mais uma vez destruam o teu povoado e queimem teu castelo com todas as suas riqueza materiais e espirituais, você estará feliz."

Vivo assim, fechada no meu feudo, rainha dos meus súditos fiés, poderosa como nunca; mas com medo do mundo além do muro.

E a Realeza,

Retornou ao castelo, e a maravilhosa rainha retornou ao seu trono, triufante, renovada, mais forte do que nunca. Quando avistou o seu trono, um trono alto, macio devido ao estofado de penas de ganso filândes, cheio de pérolas e ouro, banhado de rúbis e diamantes, o mirou por um instante, pensou e resolveu se sentar no chão.


Por que? Por que se ela caísse de novo, a queda seria menor.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como pode,

Como posso estar me deprimindo mais e mais se tenho motivos válidos para comemorar? Como pode? Como posso sentir tanto frio em dias quentes? Como posso me sentir não amada se sei que sou? Como posso me senitr excluída se sei que tenho companhias fiéis e verdadeiras? Como posso detestar viver se sei que a minha vida é privilegiada? Como posso me sentir horrenda, a própria Medusa se sei que tem outros desfigurados naturais bem piores que eu por aí?

Mas nada disso vem à cabeça quando a primeira lágrima cai, quando o primeiro gole me queima a garganta ou quando o sangue quente em minhas veias molha a faca, vagarosamente. Sem questionamentos.

Esse era o meu maior pesadelo.

Acordava todos os dias chorando, quando sonhava essas cenas de horror. Era um pensamento sombrio, um dos meus maiores medos, era como o fim da linha pra mim. E, sorrateiramente, aconteceu.

Eu tinha conseguido tudo o que eu sempre quis, os meus desejos; tinha finalmente feito por merecer as pessoas, os lugares, as futilidades materiais e os sentimentos mais maravilhosos do mundo, que eu recebera. Mas, por causa de um deslize, perdi tudo de uma vez. Fiz uma besteira, o álcool subiu à cabeça e quando eu dei por mim... já era. Tudo se foi, em menos de horas, tudo aquilo se perdeu. O sonho, se tornou um pesadelo, e pior ainda: acabou se tornando realidade. Perdi tudo de um só vez, numa só noite.

Típico de uma capricorniana nativa. Escalo a montanha, pedra por pedra, trabalhosamente vou subindo, passando penhascos, correndo riscos e quando eu chego no topo da montanha e deslumbro tudo aquilo por alguns minutos... eu pulo lá de cima e jogo todo o trabalho de horas, penhasco abaixo. E agora, como fazer para recuperar tudo o que perdi e, principalmente o amor de quem tanto me amava? Talvez, o melhor jeito é começando tudo outra vez, escalando de novo, o meu grande Everest, pedra por pedra, até o almejado topo; ou talvez, seja melhor eu simplesmente pular do precipício, abandonar tudo e morrer.

Ah, sempre as segundas opcões são as melhores.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

À todos aqueles,

que me julgam sem me conhecer de verdade,
que me olham com cara de reprovação antes de saber o que ocorreu,
que me odeiam sem motivo aparentemente razoável,
que falam pelas costas,
que falam que eu mudei pra pior só porque estou sendo eu mesma,
que me humilham por diversão,
que me dão sermão sem saber a verdade ou ouvir a minah versão,
que me tratam com uma hipocrisia descarada,
apenas lhes digo:

tenho dó de vocês, tenho pena, não vou dar o gosto do ódio para vocês, isso não leva à nada.

ah, mas faça-me o favor de tomar no c*.

Final da Utopia

Tudo sempre foi visto assim por mim: perfeito. Tudo girava a minha volta, me incentivavam como ninguem, já tinham definido meu futuro, estava magicamente "escrito nas estrelas", pré-destinada ao sucesso. Pregavam que eu era única, maravilhosa, uma mente geniosa e promissora. Minha fámilia apostava - ou melhor, tinham certeza absoluta- que eu iria ser brilhante. É, fui criada nesse ambiente de mordomias, mimos, regalias e planos mirabolantes e bem definidos para meu futuro.

Mas, peraí. Nem tudo são rosas. Esse Jardim do Éden em que eu fui criada, também tinha uma fruta proibida: eu mesma. Descobrir quem eu sou de verdade, descobrir que não se é perfeita, é duro. Fui criada para ser a filhinha preferida da mamãe, o orgulho da família. Mas, um segundo: eu não sou assim. Tenho defeitos, muito deles, alguns até malignos; pra mim, é difícil é aceitar que não eu não sou a princesinha da mamãe, e sou de um jeito totalmente oposto ao qual fui criada.

Quero fazer do meu jeito e acabar com o conto de fadas; talvez eu possa até assumir os meus defeitos e os meus pecados(ou não); Quero destruir a utopia materna que reinou perante tantos anos de criação. O único problema é que eu posso decepicionar quem eu mais amo no mundo. Decisão árdua a tomar, mas hei de faze-la.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Velha Infância.

Criança interna, dependência externa. Mimada ao extremo, agora quero asas, não consigo (?), mas vale a pena tentar.
Sair das fraldas, achar o meu lugar no mundo, sozinha.
Será que ao menos um segundo não vou depender total e exclusivamente de minha genitora?
Voltei ao tempo do berço, mas estou brigando com quem me deu a luz, pela minha liberdade, desapego ao aconchego materno (tentação branda que me seduz árduamente).
Difícil escolha: se acomodar no ninho materno e virar um zero à esquerda na vida ou enfrentar as durezas da vida e conseguir a tão desejada liberdade? Difícil escolher, mas escolho o caminho mais trabalhoso.
Posso eu crescer e ser adulta, resolver problemas sozinha, enfrentar o mundo sem minha mãe? Ainda não sei, a dúvida fica, a criança, não.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ideologia.

Meu partido, é um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que nem acredito
Eu nem acredito
Qe aquele garoto que ia mudar o mundo
Frequenta agora as festas do Grand Monde

Meus heroís morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia, eu quero uma pra viver

O meu prazer agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock'nd roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste tudo em cima do muro

Meus heroís morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia, eu quero uma pra viver.

(essa música resume meu atual estado de espírito, se é que ainda tenho um)

domingo, 29 de agosto de 2010

Sexta-Feira

Com o seu retrato quebrado ao chão, eu derramava as quentes lágrimas. Questionava muda o porque de tudo aquilo. A garrafa, amiga sempre companheira, já estava quase vazia. Cazuza tocava no rádio, overdoso me fazia sentir mais sóbria. Era a nossa música - e de mais milhares de corações. Acordes que despedaçavam minha alma em mil pedaços.

Os embrulhos de chocolates faziam um ninho de gula em minha volta. A culpa já subia a cabeça, ocupando o espaço que você habitara. Queria esvaziar tudo: a cabeça, o coração, o estômago. Queria colocar tudo pra fora, para ver se sumiam dali, aqueles sentimentos.

Levanto, caminho até o banheiro, pisando mórbidamente sobre os cacos de vidro espalhados pelo chão - que me importam os pés cortados se meu corção sangra bem mais? - pego o instrumento do crime.

Talvez fosse uma solução para botar tudo para fora. Talvez fosse distúrbio. Talvez fosse insanidade esvaziar a barriga e abastece-la no taque de tequila de novo. Pelo menos não iria ficar consciente.

Finalmente, regurgito. Enche um copo, sento desamparada. Breve solução para quem quer te tirar da cabeça. Soltemos pela boca até a alma, já que a minha morrerá de cirrose e abandono.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

(I Wanna Be) Thin.

"Me dá vontade, tento árduamanete, mas não consigo. Desejo oculto de minha mente, ou apenas pertubação omissa de uma sedentária convicta.
Desespero ao conseguir: estou caindo, falhando no meu plano. Pertubação ao não conseguir: não estou bonita aparentemente, magreza é tudo que reina no meu pensamento - pelo visto não só no meu.
Tentivas mais que frustadas, dias com os órgãos gritando em protesto; forrando o estômago com água que passarina não bebe, queira ele não reclamar.
Mas falho e cedo aos pedidos, e caio em tentação, devorando até mesa de canto. Pobre imbecil, não resiste à uma mera rebelião."

Quero eu ser assim.
Quero vomitar tudo, até o sangue em meu corpo, porque se o que tem valor é externo, vamos então botar tudo para fora, inclusive a alma.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eu-Probelmático

Rímel borrado em meus olhos, padecendo no meu olhar
Sim, eu faço de tudo o fim do mundo, um fim obscuro
E - os que me amam - vão árduamente me falar
Sobres as minhas falhas, da ruína do meu futuro
Queiram eles não me repudiar
[pois as minhas feridas assim eu costuro

Abadonada pelos rumores de minha alegria
Não tenho amor-próprio o suficiente
Para proseguir essa triste vida sóbria, sem fantasia
Não quero ter consciência de tudo, quero padecer doente
Enquanto sei que deixo pra trás toda a glória, minha divina supremacia
Viro agora uma rainha decadente
[sou nobreza falida, majestade com falsa epilepsia

É tanta coisa que se passa pelos meus agitados nervos
Tão rapido, tão neutro, deveras fulminate
Isso se já não foram queimados os acervos
Da epóca de mera e inocente iniciante
[época feliz que eu dizia não aos corvos negros

Continuo a mesma inconstância
A mesma por dentro, só que com ajuda da química
Me tornei mais descontraída, deixei de lado a infância
Para me jogar na mais degradante e finita avenida
[solta em meio aos carros, esperando ser esgatada por uma ambulância.

Mas já não vejo graça, se eu não

Acordar em lugar estranho, sem saber o que ocorreu ali
Se não tiver queimando a minha garganta, pertubação
Não vejo como posso me divertir
[líquido maldito, festas regadas a fumaça, ilícita diversão

Em pauta a distância, o afastamento
Com esses já não sei lhe dar muito bem
E com a minha enorme irrelevancia, desdobramento
Sinto que estou perdendo que me quer bem
[queiram eles não desistirem de mim, eu imploro por um maior entendimento .

sábado, 21 de agosto de 2010

Blame It On The Alcohol

Com o recipiente de vidro em minha mão, ludibriada
Meio sem rumo, não consigo achar o caminho
As notas elétricas soando alto, excitada
Quase caindo no chão, com a censura fugindo

Uma rainha pintada a mão, horas ao espelho
Em menos de minutos vai a loucura de etílico
Entrando em lúxuria, copos e dessespero
Não desce do salto, mas perde a noção do ridículo

Alucianada danço, em meio as rudes alcoolizados
Me agarram como se fosse apoio para não cair no chão
Não me culpe se este pecado nos faz embriagados
Afinal, é um doce veneno que nos faz voltar a vibe da curtição

Não resisto, é doce, é amargo, é deleitoso
Me faz ficar social, destemida corajosa
Quando coloco no copo, maldito líquido delicioso
Me faz ver tudo meio borrado, mas ao mesmo tempo, meio cor-de-rosa.

Pode me condenar por ser tão nova e me render ao vício.
Apenas de vez em quando, para esquecer os problemas
Mas viciada não sou, apenas aproveito os indícios


A maldito CH3 CH2OH que entra nas minhas veias e me faz perder os pricípios.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Anjos.

Trabalhados nos traços marcados, que desenham na sua já tão vivida pele, os sinais de fraternidade, tão acentuados pelo tempo - quem irá negar que também pelo vento - lhe deixam com uma aparência de delicadeza, de paz, de muitas luas passadas. Sua boca, na maioria das vezes, preenchida de dentes que não lhe são naturais, adornam a sua face, que leva bem na frente de seus olhos que já viram de tudo, um par de óculos antigos. Os cabelos da cor da neve, lhe recaem sobre os ombros, ou simplesmente estão curtinhos, forrando o ápice da tal pintura que se forma. O corpo, já muito judiado pelo sol - afinal, são humildes e trabalhadores- descansa sempre em cima de uma cadeira de balaço.

As roupas, tão macias e com cheiro de antiguidade e lavanda, se combinam entre si - e se descombinam também. A sandália com meia de lã, dá o toque acolhedor a pintura, que, se não fossem as pinceladas de crochê, não estaria taõ bela. Sempre querendo contar histórias de sua época, fatos, contos, causos, receitas, aventuras. Defendem com vigor a sua opinião; opinião que tem muitos fundamentos, afinal já viram muitos anos passarem, já viram muitas coisas e viveram outras mil. São a voz da experiencia, da sabedoria. Seja parar fazer uma receita de bolo ou para opinar na escolha da faculdade, o conhecimento que é marcado físcamente na pele, é difundido por suas sábias palavras de conselho, aconchego, ternura, amor.

No lugar das asas, eles carregam a fiel companheira de madeira - ou bamboo- a bengala. E com seu jeito único e inovador, estão na nossa vida, graças aos pais deles e também aos nossos pais. Nos mimando com dezenas de presentes, nos educando à maneira antiga, nos engordadno com seus milhares de pães-de-queijo. Aprendi com eles a admirar as coisas simples, dar valor aos familiares, aprendi a ouvir e mais de mil lições impagáveis. Eles são assim, tudo pra mim e nunca deveriam ter fim.

Ess é o único problema: tanta maravilha tem prazo de validade e, na maioria das vezes, é frágil. Vê-los assim tão frágeis, tão porcelanados, parecendos os mais delicados cristais. Me afligue vê-los sofrer, como sofrem. Por favor, alguem... Alguem não os deixe partir assim. Sei que eles são anjos em forma humana que permanecem um tempo na terra para nos dar um pouco da sua cativante graça, para depois poderem seguir tranquilos no seu caminho rumo a eternidade. Mas não quero os perder, sou egoísta; quero tê-los para sempre aqui comigo. Se existe um ser divino, que ele não os tire de mim agora. Assim, eu vou poder admirar por mais tempo essa maravilhosa forma humana que os anjos assumem aqui na terra que, carinhosamente, chamamos de: avós.

domingo, 15 de agosto de 2010

Classificados.

Procura-se alguem disposto a comprar para toda a eternidade, um imóvel em ótimo estado: o meu coração. O lugar é apertado, mas é bem espaçoso e confortável. Acompanha vista privilegiada da minha alma e essência. Possui aconchego, carinho, fidelidade e varanda. O prédio é bonito e bem vistoso, tem apenas um andar, de aproximadamente 1,76 de altura. Estado de excelente conservação, apenas algumas rachaduras remendadas de pessoas que o alugaram no passado. O preço é feito em apenas duas parcelas: fidelidade para até 30 dias e a outra parcela de amor, pode ser pré datado para 2050.

Interessados, por favor entrar em contato.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Monstro que sou, lagarta que és.

A sua indiferença me deixa agoniada, e os resquícios de obscuridade da nossa relação, me faz sentir agastada perante tal situação. Como pode uma balbúrdia dessas, ocorrer em plena luz do dia sem que nós façamos algo para mudar tal momento? Não posso me mover, movimento-me parada, pois a partir do momento que você escolhe exclusivamente ele e não a mim, minhas mãos ficaram atadas peranto esse sentimento que superou a amizade.

Sim, sei que é egoísmo perante vossa pessoa, mas peço tempo ao tempo, pois como toda boa possesiva compulsiva e ciúmenta, as ideias macabras me veem a mente, mas logo se dispersam no ar se juntando as bilhões de moléculas de oxigênio. Mas, peço-te que pare e pense em tudo que me disse antes que ele entrasse em sua vida, nas críticas, nas promessas. Além das minhas pertubações, quero que pense nisso. Não posso te fazer mudar, a novidade ganha da antiguidade consolidada, mas quero que você pense em tudo que concluímos, que pensamos, que passamos.

Não te peço para escolher, nunca faria tal babaquice. Quero que apenas, você não vá contra os seus preceitos, as suas verdades ditas tão calorosamente no passado remoto. Ou melhor, não quero que as mude, falando que nunca havia falado os pricípios antes ditos. Não faça uma metamorfose devido a essa nova fase em sua vida. Gosto de vocÊ do jeito que você é, mas esse monstro horrendo me faz protestar, ele está se escondendo faz tempo atrás da médica recata, paciente, controlada. Eu sei que é lindo, é mágico, e não querendo amaldiçoar a sua felicidade (pois afinal, é isso que eu mais quero pra ti), mas, sabe tão bem quanto eu, que tudo um dia tudo se acaba. Seja daqui a quatro meses ou quatro décadas, tudo acaba. Apenas peço para que preserve uma coisa que vai ser pra sempre sua, te garanto.

Eu vejo que você depende dele, não vive sem ele, não consegue se divertir sem ele. Sem ele fica irritada, desnorteada, sem rumo. É poético isso, mas ao mesmo tempo, é triste. Me faz sentir inútil como amiga. Virei mero complemento da presença dele, mero enfeites, mera desculpa esfarrapada para você se esconder debaixo dos meus braços. Já penei e fui penalizada muitas vezes para salvar a tua pele, mas como todo bom ser humano, só te lembras das coisas ruins que te fiz. As boas, te esqueçe. Não te odeio por isso, te aprecio mais que tudo, se não estaria indeferente perante a sua ausência. Quero a tua companhia exclusiva de vez em quando, só pra variar o meu e, pricipalmente o teu, cotidiano.

Em parte, esse bando de abobrinha substanciada que falo acima, pode ser coisa da minha cabeça, pode ser culpa minha também, pode parecer mero ciúme, pode parecer que quero acabar com a felicidade tua, mas não;eu só lhe peço uma coisa: não se esqueça dos velhos tempos, não mude as suas verdades, não se isole do mundo, não esconda nada, não me esqueça. Por favor, liberta-te desse casulo e volta a ser borboleta, e venha de novo acariciar e matar este monstro que vive dentro de mim chamado carência.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sentir.

Toco o seu olhar arrebatador.
Falo mil vozes caladas.
Escuto as palavras saídas de seu peito.
Vejo seu coração bater e pulsar, silencioso.
Arrepio-me.





apenas, arrepio-me.

sábado, 7 de agosto de 2010

Triunfo.

Ele não sabia que ela viria. Ninguem o tinha avisado, ninguem o tinha alertado, ninguem o tinha preparado para ver tal deslumbrante mulher. Sim, depois de sua passagem amorosa com ele, ela deixara de ser aquela garotinha apaixonada com seus sonhos de açucar temperados com amores pefeitos. Tinha se tornado uma mulher decidida, confiante, sedutora clássica, misteriosa e todos os seus sonhos haviam mudado, não tinham mais efeites de confeitaria, e agora ela os fazia acontecer. É, muita coisa havia mudado.

Era para ser uma noite especial para ele. Estréia, todos os amigos, parentes, puxa-sacos, fãns do sexo opostos, todas estariam lá. Afinal ele se achava um conquistador e até que conquistara meia dúzia de gatos pingados, que, diga-se de passagem, não se comparavam a ela. Durante o espetáculo, tudo ocorrera normal. Ele não notara que, no canto mais reservado para não chamar atenção (antes da hora), lá estava ela. Maduramente linda, trabalhada na perfeição, num misto de sensualidade e delicadeza.

Terminada a peça, todos se cumprimentavam, os atores eram elogiados e alguns recebiam flores de seus parentes mais próximos. Ela apenas se levantou, saiu do auditório e ficou parada em lugar que todos que fossem saindo, conseguissem vê-la. Estava especialmente bonita para aquela ocasião. Queria que ele se arrependesse, se deslumbrasse, que suas pernas ficassem trêmulas ao fita-la de cima a baixo. Seria o seu triunfo, a sua doce vingança por tudo que tivera passado. Tanta mágoa que tinha ficado em seu coração. Ela o amou tanto, o desejou tanto e ele apenas brincou com ela. Mas estava decidida, aquela noite ele iria sofrer, iria querer voltar no passado e querer fazer tudo de novo.

Quando todos começaram sair, ela se animou mais. Seus amigos tinham formado um círculo em volta dela, conversando, pensando como seria a reação dele. Derrepente ela o viu descendo as escadas desprecupado, indefeso como uma gazela que não percebe que seu predador a vigia de longe. Quando ela viu que ele vinha embasbacado, quase hipinotizado, em sua direção, fingiu que não o via. Mas finalmente ficaram frete a frente. Ele a olhou da ponta do pé até o cabelos previamente cacheados e impecavelmente arrumados. Ficou pasmo, bêbado de tanto remorso. Ela sorriu sadicamente e sinicamente se pôs a falar.

- Oi, tudo bom? Você parece meio branco... - ela disse zombadamente.

- Não...eu...eu...eu estou bem sim. Como você está...está... está bonita. - ele gaguejou, todo sem jeito de falar o que estava pesando realmente.

- Obrigada. Bom, mas só vim para te dar um 'oi' mesmo. Ah propósito, adorei a peça.

- O...obrigado. Você está realmente linda.- ele falou quase que pra si mesmo.

- Obrigada de novo, hahaha. Muito gentil da sua parte. - ela disse o ironizando. - Bom, mas eu já vou indo, tenho um outro compromisso e não posso me atrasar. Então... adeus.

- Não, espere!- ele gritou, desesperado.- Posso falar com você a sós? Por favor, um minuto?

- Claro.

- Então, aquilo que rolou conosco há um tempo atrás... que tal esquecer, passar uma borracha e recomeçar tudo de novo, do zero? Você veio aqui hoje só para me ver e veio toda linda, querendo reconciliar...Vamos iniciar uma nova fase, sei que você ainda sente alguma coisa por mim. Temos uma história de amor tão linda e vou te confessar que eu também...

- Hahahaha. - ela o interropeu numa gargalhada que o cortou o coração.- Agradeço a proposta, mas não. Não quero reatar o que não tinha nem começado. Eu já tenho outro amor e vou vê-lo hoje a noite, não posso chegar atrasada. Então como eu ia dizendo antes de você falar asneiras, adeus.

- Mas... - ele se pôs a chorar, arrependido.

Ela caminhou truinfante pela porta de saída, espalhando seu brilho e seu sucesso pelos corredores. Finalmente havia vencido a batalha. Ela não tinha compromisso nenhum, muito menos um novo amor. Só havia o esquecido e se tornado uma mulher menos apaixonada. Apenas queria ver o sofrimento dele, o arrependimento nos olhos dele, olhos que, após sua saída, tinham ficado tristes, melancólicos, agastados. Ele ficou ali, parado, desolado, desorientado, sem saber o que falar. Somente pode ver sua musa indo embora, desfilando vitoriosa.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alforriar.

Não me proteja, não cuide de mim, não me bajule, não me encha de mordomias, não facilite, não me ofereça conforto, não me dê privilégios. Isso só me ludibria. Me deixará de mãos atadas perante o mundo. Peço-lhe somente uma cousa...






Liberta-me.

domingo, 1 de agosto de 2010

O Sol.

O Sol é uma estrela, é o centro do nosso sistema - que aliás tem o nome de sistema solar. Todos os outros corpos giram a sua volta; ele é poderoso. E todos os satélites associados a esses corpos, consequentemente giram em volta dele também; ele é influente. E apesar de estar a 150 milhões de kilômetros da Terra, ainda vemos o seu brilho inteso e quente; apesar de estar longe, ele é fenomenal. Sem ele não existiria vida na Terra; ele é fundamental.

Mas se ele é tudo e nada ao mesmo tempo; ele é confuso. Comparado com outras estrelas, de outros sistemas e galáxias, o Sol é uma poeira; há outros maiores que ele. Tem outras estrelas com o dobro, o triplo do seu tamanho. Mas ele continua lá, a brilhar, a espalhar sua luz por aí, sem prejudicar ninguem; ele é forte. Há diversas e diversas estrelas menores a sua volta e ele não as cega; ele é humilde.

Por isso digo que sejamo como o Sol que brilha sem ofuscar as outras estrelas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Caro Coração,

Venho, por meio desta carta, lhe agradecer pelas evoluções feitas desde os primórdios de seu funcionamento. Tenho conhecimento que tais mudanças não vem sendo fáceis, por vários motivos, por isso quero agradece-lo. Dentre os avanços que citarei, estão a sua ocasionalidade e o seu desapego emocional.

De uns tempos para cá, tenho notado que vós não se apega mais a ninguem - além das pessoas da fámila - não sofres por mais ninguem, não choras por mais ninguem. As pessoas tem passado por você e deixado marcas pequenas, hemácias de felicidades e não grandes recodações dolorosas, que poderiam até causar dor excessiva (infarto?), como acontecia no passado. Este grande avanço lhe permitiu sofrer menos e sangrar menos.

Outro fator de extrema importância, é o seu explêndido encantamento e paixão por coisas pequenas e vistas como bobas no passado. Me encanta saber que ao mesmo tempo que te desapega às paixões ocasionais, se envolve com as coisas simples, como ter amigos fiéis, e aos bons momentos vividos com quem realmente se ama.

Em sumo gostaria de agradecer por ter se tornado menos apaixonado pelas paixões rápidas, menos apegado as memórias amorosas, mais amoroso com os fatos simples do meu cotidiano, mais consciente que um dia terá sua alma gêmea e mais paciente com isso, mais aberto para novas experiencias, mais amoroso com quem realmente te ama e mais forte para suportar grandes perdas. Lhe felicito e lhe agradeço prontamente por esse dificeis avanços.

Espero com o coração na mão a sua resposta,

I. B.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Bilhete.

- Por que? - Ele chorava desesperado, aos prantos, sem saber o que fazer, procurando um chão para não desmoronar.

- Não, problema não é com você, é...

- Não me venha com essa! - Ele a interrompeu num grito que cortou o melancolismo de ambiente. - Isso é a pior desculpa...

- Então não me pergunte por que. Me deixe e não olhe para trás, ou apenas me respeite e não questione. E nós sabemos o por que, não seja tão inocente...- Ela disse sacasticamente, o fitando com cara de desprezo.

- Eu preciso de um motivo! Alguma coisa que...

- Alguma coisa em que você você ponha a culpa, para não admitir, ou melhor, não aceitar que isso não dá mais certo, que já acabou faz tempo. Acabou naquele momento em que você beijou outros lábios que não os meus, ah, que erro mais canalha!- Ela pensou alto, já recolhendo suas coisas espalhadas pelo apartamento dele. - Não queria te fazer sofrera, até iria admitir a culpa falando que o problema é comigo, mas eu sei, você sabe, que o problema é você e sua sede insaciavel de mulher...

- Por favor, fica. - Ele disse agarrando-a pelo braço, numa força quase que violenta. - Cometi erros, mas ele não vai saber te amar como eu amo.

- Me solta, me esquece, e morra!- Ela esbravejou, se esquivando dele.- Se amar é trair, você é o meu maior amante.

- Por favor! Não vá! - Ele gritou o mais alto que pode, quase rasgando a própria garganta.

Ignorando-o completamente, ela terminou de recolher seus pertences, e, sem olhar para trás, bateu a porta na cara dele. Na rua, no seu carro vermelho, o outro a esperava, com um sorriso nos lábios.

Dias depois, ele ligou para ela, avisando que como ele a perdera, não queria mais viver. Pegou a arma que comprara dias antes, escreveu um bilhete para ela e, afundado em lágrimas, atirou na própria cabeça.

Ela ouviu o recado e percebeu um certo melancolismo na voz do seu já falecido ex. Como ia no apartamente recolher seus móveis, com a ajuda de seu novo namorado, ela resolveu, no mesmo dia, ir a casa dele. Quando abriu a porta, viu o caminho de sangue, o corpo, a arma e o bilhete. Com as mãos trêmulas e os olhos já inundados por lágrimas, pegou o bilhete com manchas de sangue e leu:

"Meu único e verdadeiro amor,
Cometi muitos erros, esse será só mais um deles.
Mas foi a única saída para lhe tirar dos meus pensamentos.
E além disso, é umas das coisas que você queria : não me ver mais.

Adeus."

One (or two?) of my seven sins.

Eres da cor do pecado,
corpo duro, dividido, imaculado.
Embalado perfeitamente, comercialmente.
Me desperta um desejo, antes oculto
na minha mente

Quando rasgo suas vestes,
não resisto a uma única vez,
quero te comer por inteiro
deliciando-me vagarosamente

Quero sentir a sua dura textura,
se derretendo em minha boca, preenchendo-a por inteiro
num vai e vém de emoções
me deleito contigo, me entrego aos sentidos

Pedaço por pedaço
devorarei um de cada vez
se desfazendo no meu corpo
exploro você de todos os jeitos

quero te ver envolvido pelos meus lábios.
é gula ou lúxuria?

domingo, 25 de julho de 2010

Funções Vitais

Digo a você que vão lembrar. Falei para ti que vou deixar minha marca no mundo,
seja ela grande, seja pequena.
Vou fazer algo que deixe a minha marca registrada. Agora que achei meu dom, vou fazer de tudo para usá-lo o melhor possível.
E só estou tentando ser feliz, não me importa se isso me machucar,
se isso me derrubar, se eu não tiver mais para onde ir.
Eu só estou tentando ser feliz fazendo outras pessoas felizes. E te digo mais: fazer alguém sorrir me enche de orguho,
pois me faz sentir como se eu tivesse uma missão nessa vida,
finalmente achei uma função para mim.
Vou tentar mudar o meu mundo, desse meu jeito.
Sei que isso pode ocupar meu tempo, pode dar trabalho, posso ter que dar uma pausa na vida baderneira que tanto gosto.
Mas ser cuidadosa com o próximo, ser voluntária, me faz sentir mais feliz;
me faz esquecer os meus problemas fúteis da vida de uma jovem de classe média;
me faz olhar para as pessoas que tem menos ou nada do que eu tenho e isso me faz valorizar o que eu tenho, que não é pouco. Me faz para de reclamar um pouco,
refletir um pouco, me faz ser mais um pouco mais...

humana.

sábado, 24 de julho de 2010

Adultério.

Com uma rosa branca na mão, como se fosse um pedido de paz, de desculpa, de arrependimento, ele estava ali, parado em meio ao nada. Seus olhos vermelhos de lágrimas, as mãos trêmulas de incerteza e sua boca semi-aberta engolia o seu choro a seco.

Não sabia se ela viria, não sabia ao certo se suas últimas tentativas irião funcionar. Tinha a dúvida, tinha a culpa, tinha a dor, tinha um terrível peso na consciencia. Mas, em meio a escuridão, ela apareceu. Ele correu em sua direção, desesperado, a abraçou afobadamente.

- Por favor, me perdoe. - Ele disse, com seu coração em pulos, esperando ouvir um sim.

De primeira vista, ela o rejeitou com o corpo, mas acabou se entregando ao resto de sentimento que existia detro dela. Depois se manteve contida, sem dar resposta alguma. Apenas o abraçou fortemente, num sentimento de despedida.

- Por favor, não vá. - Ele susurrou em seu ouvido, com seus olhos inundados de água. - Não consigo sem você.

- Desculpa, não dá mais. - Ela pronunciou, como se fosse um decreto final. - Vai ser a última vez que nós nos veremos.

Ambos já sabiam, há muito tempo, que aquilo não duraria para sempre. Eram tão cheios de conflitos, de mágoa, de traição. Mas ele também sabia que sem ela, ele não conseguiria mais respirar, não, ele não conseguiria Tinha finalmente, aberto seu coração para alguem, mas não conseguio acabar com os velhos hábitos.

- Por favor, não faça isso...- Ele implorou, com suas lágrimas quentes marcado-lhe as roupas.

Mas ele já não a tinha nos braços. Antes que ele terminasse as dolorosas palavras, ela se esquivou e, subitamente, sumiu no horizonte. Ele sentiu seu corpo enfraquecer, sentiu como se estivesse caindo, não queria mais viver.

Mas antes que perdesse totalmente a vontade de viver, olhou seu ombro, o ombro que ela tinha apoiado sua cabeça, e este estava marcado pelas lágrimas. Por um instante teve a certeza que eram lágrimas de raiva e não de amor.


Mas, viu que a rosa branca tinha sido levada e teve a certeza que as lágrimas eram de uma mulher com o coração partido, desiludida com uma paixão. E teve por confirmado que, apesar de todas angústias, ela ainda o amava.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Freedom.

Eu vou badalar, vou me divertir, vou fazer besteira, vou falar palavrão, vou enlouquecer. Vou ficar de ressaca, vou paquerar quem nunca mais vou ver, vou fazer melhores amigos num só rolê. Não vou acordar cedo, vou criar raízes na minha cama até eu florescer e dar frutos. Vou acordar na hora da janta, tomar um banho longo, ouvindo o rádio no máximo, me arrumar e sair pra noite, encandecida, festeira, livre. Só vou voltar para casa quando o sol bater no meus olhos e eu tiver que levar meu salto na mão, de tanto que dancei.

Vou almoçar sorvete com doce de leite, comer balas de chiclete ao invés de arroz com feijão. Não quero estudar, não quero saber de números. Vou conversar na rua, olhar a lua da madrugada. Assitir tv e comer pipoca com brigadeiro de panela. Vou ignorar as reclamações da minha mãe e brigarei muito com ela, e depois vou enche-la de beijos. Vou discordar dela, vou impor minhas opiniões contra o mundo. Eu quero festa, quero pegação ao extremo, quero beijar quem eu quiser, quero abraço, quero amigos, quero doces, quero diversão.

Quero me preocupar com coisas fúteis, como se vão gostar da minha roupa ou se meu cabelo está bom e reclamar de coisas bobas. Quero poder não ligar para o que as pessoas vão achar das minhas atitudes, dos meus olhares, das minhas palavras. Vou tentar o mundo, tantar mudar as pessoas. Não me culpe se eu não quero decidir o meu futuro aos 16 anos de idade, não me culpe se eu não quero estudar aqueles números chatos, eu quero coisas mais simples, como ser feliz, por exemplo.

Só quero ser jovem enquanto não tenho contas pra pagar, filho pra cuidar, (ex)marido para me encher, trabalho para executar, fámilia para sustentar, casa para pagar, o mundo nas minhas costas para eu suportar. Enquanto tenho esse corpo, essa mente, essas loucuras, essa liberdade, eu quero é viver a vida do meu jeito, sendo feliz, aproveitando essa juventude que eu sempre quis.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Escrever.

Cheguei a conclusão que, para escrever um bom texto, é preciso estar triste. Vamos concordar que, textos felizes são chatos, entediantes, superficiais. Textos escritos com lágrima são lindos, profundos, metafóricos, replatos de significados. Então, vamos cortar os pulsos e escrever como se fossemos infelizes com nós mesmos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Velha Guarda.

Imagine um jovem dos anos 60, 70, que caísse, por magia do tempo, nos dias de hoje. Assim, ele tivesse parado no tempo, nos seus míseros 17 anos, e fosse a umas dessas baladinhas modernas. Seria muito divertido se ele paquerasse alguem, uma menina, dos dias de hoje. Imagine...

-Que broto boa pinta!
- Que?
- Você é boazuda, gamei em você!
- Hahaha, que bonitinho você. Tem um charme.
- Tudo joía?
- EPA! É assalto é? Leva tudo, mas não me machuca, por favor!
- Que bode! Nada disso broto, só quero aplicar a milonga com você!
- AAAAAAAAA, SOCORRO! Esse cara vai me estuprar!
- Não, não vou para ignorância! Você tem uma bossa comédia.
- Ah, entendi, você é meio das antigas né? Tudo bem, mas e aí, gosta de Lady Gaga?
- Quem? Que nome cafona!
- COMO ASSIM QUEM É LADY GAGA? Ela é a top do momento!
- Então ela é uma peça de roupa íntima? Ela é uma certinha então?
- Que? Você gosta de que tipo de música então?
-Vou te dar uma colher de chá, eu comprei uns bolachões do ABBA, do Jacksoon 5, e do David Bowie, mas eu acho supimpa ouvir Elvis Presley e The Who quando estou no embalo.
- Que? Algum desse aí fez parceria com o Justin?
- Que Justin?
- COMO ASSIM, QUE JUSTIN? O JUSTIN BIEBER!
- Esse papo tá ficando encucado... vim aqui escovar urubu e tirar uma casquinha de uns brotos legais que eu gamei, logo no início da curtição. Mas só tem granfinagem nesse baile e não me sinto inserido no contexto com esse bichos aí. Que ir na onda até o meu Cardillac para a gente dar umas voltas?
- Não entendi nada do que você falou, nadinha. E eu não saio com quem é tão assim, desatualizado! Não sabe quem é Lady Gaga, não sabe quem é o Justin Bieber, e agora me diz, quantas vezes o Brasil ganhou a copa?
-Ué lindeza, o Brasil ganhou a última copa a de 70, ou seja, somos tricampeões mundiais!
- Tchau!
- IH! Fiquei na luz baixa agora...

(não entendeu alguma gíria? Hahaha, entra aqui: verbobr.blogspot.com/2008/01/girias-anos-60)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Until The End

Cai a chuva lá fora. As gotas batem e batem e batem no chão, involuntariamente. Explosão de água. Cheiro de terra. Frio do inverno, terna estação que me desagrada. Vento gélido que corta suavemente a pele d eminha face. Minha boca, seca. Meu coração, meu corpo, encolhidos, pedem abrigo.
Lá estavamos. Quietos, parads, gelados, ambos com vontade de ficar olhando a queda fracionada de água, que o céu promovia naquele momento.
Não precisavamos de nenhuma palavra. apenas um do outro. Os teus braços me envolveram num acolhimento carionhoso, e, junto ao seu cangote quente, com aroma de conforto, chorei. Queria eu parar a chuva e fazer aparecer o sol, para apreciar seus olhos castanhos, profundos, sorrindo para mim, enigmáticos. Mas, percebo eu, com você parecido com a chuva.
Sua palavras caem em mim e se fixam, involuntariamente, compreesão, confisões ao pé do ouvido. Explosão de ternura. Cheiro de lealdade.
E esse frio (ah, frio!), que me causa uma vontade de ficar abraçada a você, contando meus segredos de liquidificador. Ouvindo tudo, rindo, gastando essa amizade verdadeira. Ah, quem me dera!
Cai a chuva lá fora e aqui dentro te sinto como uma parte de mim. Finalmente achei algo que é pra vida inteira.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Fênix

Explodo em felicidade, explodo em sorrisos. Renasço das minhas cinzas.
Ela não conseguio tirar isso da minha cara, gritou, entrou em erupção,
a olhei e disse 'te amo' e saí com um sorriso, radiante.
Nada vai conseguir estragar essa nova pessoas que surgiu, que brotou, que morreu e voltou,
foi por um fato ridículo, mas que me deu tanta
felicidade e confiança para ser quem eu sou e, não ficar tentando agradar a niguem, que me fez mais alegre, mais despreucupada, mais positivista.
Era uma fênix, sim, eu era. Mas escondida no corpo de um corvo, preto, obscuro, sombrio e triste.
Morri nas cinzas, e delas brotei de novo, renovada, quente, ardente de novas experiencias,
Me provaram que fazer locuras de vez em quando, me deixa bem.
Vejo no espelho, outra pessoa; a mesma, mais diferente. Me tornei um mulher, e não sou mais aquela tímida e frágil menininha, que não sabia nada da vida.
Não estou totalmente lapidada, mas vou aprender com os martelos do tempo.
O que importa é

que me sinto bem, me sinto feliz, me sinto confiante, me sinto viva e quente novamente.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fucking Loser.

Não consegue se virar sozinha? Fracassada!
Não consegue definir o que quer? Fracassada!
Briga com a sua mãe? Fracassada!
Não é boa o bastante para ser o que, no fundo, você sempre quis? Fracassada!
Não consegue aguentar mudanças? Fracassada! Não consegue segurar amizades? Fracassada! Não consegue segurar o seu ciúme idiota isabella? Fracassada!
Não consegue ser boa em nada? Fracassada! Não consegue ter o que quer com as pessoas? Fracassada!
Não é digna de ser amada isabella? Fracassada!
Não consegue viver em paz com sua familia? Fracassada! Não consegue não ter crise de consciencia? Fracassada!
Fracassada! Fracassada! E mil vezes fracassada! É isso que eu sou e sempre vou ser.

Mas continuarei sorrindo amarelamente.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Team Bella.

Hoje , um belo dia quente de inverno, fui assistir o novo filme da saga Crepúsculo, "Eclipse". Sentei-me lá com meus amigos desmasiados em felicidade, umas pessoas aleatórias e mais umas virgens do team Jacob e do team Edward. Cinema lotado, é. Lotado de meninhas virgens e desocupadas.

Depois de quase meia hora de filme (ou mais, não fiquei crônometrando) cheguei a uma bela e poética conclusão: sou beeem mais team Bella! Pensa comigo: ela consquistou um vampiro de 600 anos e um lobo recém acoplado na alcateia; ou seja ela pode escolher entre o romantismo e o amor eterno do Edward, como ela pode escolher entre o pão sedutor que é o Jacob, saído quentinho do forno dos monstros de Forks.

Ela pode escolher entre os dois. Ela têm os dois na mão, e é só ela chamar que qualquer um dos dois veem ao seu encontro. Ambos a amam com todo o coração e dariam a vida por ela. E numa cena do "Eclipse" em que a Bella fala explicitamente para o Edward que ama o Jacob, mas que ela o ama mais, ele fica de boa. Ou seja, ela é noiva do Edward mas pode dar uns cato no Jacob quando ela quiser, que o vampiro não liga! Quer vida mais perfeita?

Apesar de eu achar a saga Crepúsculo muito inútil, ridícula e brochante, eu apoio totalmente a Bella. Tem que dar uns catos no Jacob, e no Edward. Sou cem por cento TEAM BELLA!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Wishes.

Se eu pudesse, eu comeria doce no almoço e na janta.
Se eu pudesse, eu andaria só de bíquini e shorts o ano inteiro.
Se eu pudesse, eu falaria 'te amo' até pro porteiro.
Se eu pudesse, eu pararia no tempo só para ficar olhando no olhos dele.
Se eu pudesse, eu não iria voltar para casa todas as noites.
Se eu pudesse, eu daria um beijo em quem eu quisesse.
Se eu pudesse, eu tocava violão na Paulista com um chápeu no chão.
Se eu pudesse, eu tomaria sorvete no café da manhã.
Se eu pudesse, eu falaria tudo que eu penso.
Se eu pudesse, eu não teria medo de não ser amada.
Se eu pudesse, eu dormiria até o meu corpo criar raízes na cama.
Se eu pudesse, eu o levaria pra cama.
Se eu pudesse, eu saia cantando Mika bem alto de madrugada pelas ruas.
Se eu pudesse, eu gostaria de me sustentar tocando violão.
Se eu pudesse, eu não faria vestibular.
Se eu pudesse, passava o dia a olhar o céu azul, deitada na grama.
Se eu pudesse, eu realizaria meus sonhos.
Se eu pudesse, eu chorava até em filme da Disney.
Se eu pudesse, eu entraria no banheiro masculino na maior cara de pau.
Se eu pudesse, eu compraria um carrinho de supermecado só para descer ladeiras com ele.
Se eu pudesse, eu queria ter filhos de olhos verdes e black power.
Se eu pudesse, eu moraria na Austrália.
Se eu pudesse, eu o pediria em namoro.
Se eu pudesse, eu consolidaria mais amizades para vida toda.
Se eu pudesse, beberia suco de manga o resto da minha vida.
Se eu pudesse, eu esqueceria todos eles.
Se eu pudesse, eu apagava o meu passado.
Se eu pudesse, eu não mudaria o presente.
Se eu pudesse, eu preveria o futuro a tempo de muda-lo.
Se eu pudesse, eu gostaria de ser uma sereia.
Se eu pudesse, eu viveria na praia.
Se eu pudesse eu conheceria todos os filósofos do passado só pra falar "nossa, você é f%$a!"
Se eu pudesse, realizaria tudo que eu listei acima.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ônibus.

"Não, melhor ficar aqui sem falar nada. O cobrador é mesmo! Já o vi em outro onibûs. Pense positivo, vai dar certo, tem que dar certo. Não é por que mamãe falou que te assalto que eu vou ser assaltada, aqui e agora. Nossa, que vontade de ir pra casa dele e dar-lhe um beijo. Mas e se ele disser não? Bom, não importa. Nossa, mas que merda, ela me ferra pra salvar ele! Não, melhor não falar nada, não acho justo. Será que eu tô confundindo as coisas? Nossa, aquela mulher realmente não sabe se vestir. Mas meu, vendo por outro lado eu não deveria estar indo lá. É um coisa deles, só deles, e eu sempre atrapalho. Nossa, minha mãe vai me matar, já são quase 17h e eu vim de ônibus. Onde é Jardim Suave? Relaxa, qualquer coisa eu tenho um celular. Meu crédito acabou, droga. Por que será que eu não paro de pensar nele? Nem foi um história, nem começamaos nada... Puts, passei do meu ponto! Calma, não adianta ficar brava e melancólica agora, vou ter quer esperar o ponto final pra descer. Tem altas coisas no twitter. Nossa, que baiano sem noção, ver filme no ônibus! Depois é assaltado e não sabe porque! Que cara estranho, argh, ele disse 'oi morena'? Toma banho, sue zero à esquerda. Mas por que será que algumas pessoas tem de ser tão malvadas com pessoas tão fofinhas? Tem gente que não tem jeito mesmo. Nossa que vontade de Mcflurry de Alpino. Será que eu ligo pra eles e digo que não vou mais ,por que desci no lugar errado? Não, melhor não, eu quero ir. Tudo o possível para ficar fora de casa. Eu me viro. Bom, pelo menos é mais tempo pra eu pensar na vida. Olha, adorei aquele óculos! Nossa que vontade de chegar e falar um monte. Nossa, mas... Eita, melhor eu levantar que passei do meu ponto de novo, de tanto pensar besteira."

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Buraco.

É difícil saber quando se gosta de alguem. Ou melhor, é difícil saber quando se está gostando de alguem de um jeito especial. É confuso, é vago, é distante, é recíproco, é profundo. Confudo gostar de fulano com ser íntima de fulano. Tem pessoas íntimas que eu sei que nunca poderia nascer algo novo por que são amigos de muitos verões passados.

Mas e as novas pessoas? Já sou confusa por natureza, já sou carente por natureza, já sou movida por impulsos por natureza, já tenho ego grande por natureza. Como vou saber se o que está nascendo é só uma grande amizade ou é atração? É realmente, deve ser coisa de minha inútil mente vazia. Mas eu nunca tive um carinho como o que aquele ser maravilhoso (e diga-se de passagem, atraente perante minhas especificações), dá pra mim.

Não nego nada do que fiz, só afirmo que não fiz para magoar ninguem. Só me defendo e peço paciência comigo. O que eu faço não é por mal, muito pelo coontrário. Tenho consciência que é devido ao enorme buraco que vem sido cavado por desilusões ao longo dos meus bem vividos 16 anos de permanência neste mundo. E nunca, em nenhuma de minhas aventuras do coração, consegui achar terra o suficiente para aterrar esse enorme buraco.

É esse buraco que me faz ser tão assim, tão ridícula, tão eu. Alguem quer me doar um pouco de terra para me ajudar?

domingo, 27 de junho de 2010

Rosa do Pequeno Príncipe.

Não dá pra disfarçar, até mesmo outras pessoas já notaram, que você perto de outra pessoa, qualquer pessoa (que não seja eu), me faz ficar assim, cheia de ódio, de ciúme de você. É meio estranho, é como se fosse espinhos de minha rosa preferida estivessem me machucando, me arranhando, me cortando. Errada é essa minha impressão, afinal, os espinhos não tem culpa de eu ser desse jeito que eu sou: me arranho de propósito.

Mas minha vontade é de pegar essa rosa e despedaça-la pedaço por pedaço, como vingança de ter me feito tal mal. Mas que culpa a rosa tem? Que culpa os outros admiradores dela tem? Sou eu que quero ela só pra mim, sou eu que quero que ela seja bonita só para mim. Que culpa ela tem? Carência de sentimento, de carinho, de atenção, de desapego? Tento adivinhar e ficar calma, para não tomar um atitude injusta e a perder pra sempre, ou pior, ela ficar com raiva de mim.

A minha primeira rosa favorita, com todo seu esplendor, não pode (e não deve) ser só minha Não é justo que tal formosura seja só minha. Sei disso, mas não consigo evitar de me machucar propositalmente em seus espinhos. Não sei explicar, mas, prometo que vou tentar mudar, afinal o erro é meu.

Isso me lembra a rosa do Pequeno Príncipe. Ele cuidava dela, com todo carinho, todos os dias: arrajava o melhor jeito de ela se proteger do frio, do vento, de tomar água e etc. Mas, mais ninguem podia chegar perto da rosa, de uma certa forma: o planeta que o Pequeno Príncipe morava com sua tão idolatrada rosa, era tão pequeno que, praticamente, só ele e ela cabiam no planeta.

Eu sou o Pequeno Príncipe, mas sei que é errado não compartilhar tal beleza com o outros admiradores do planeta. Mas por que e continuo assim? Pode ser pelo fato de que nunca tive uma rosa tão única assim como você, que se preocupa comigo, que olha por mim, que é um tudo pra mim. Alguem que eu possa contar tudo, tirar dúvidas, revelar meus medos e minhas desilusões.

Não é justo, e eu tenho conhecimento disso, descontar nas outra pessoas o meu problema; fazer o que se o meu egoísmo é maior que a minha simpatia?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ciúmes.

Me corroí por dentro. Rasga o meu egoista coração. Desce como ácido pela minha garganta ferida. Parece chuva de espinho. Começa de uma hora outra, meio que do n a d a.

É só eu te ver que eu fico assim. Me abrindo por dentro, me escondendo de de mim.

Vergonha, ou receio de admitir.
Que tudo que eu mais quero, é ter você só pra mim. Meu e de mais nunguém, nem de seus pais. Meu diário, meu confessionário, meu livro aberto.

Se me cortassem, a dor não seria pior. De saber que está com outra que não seja eu. Por que sou assim não sei, se nem amor compartilhamos. Não é amor, é bem mais forte.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

As Descobertas.

Lá estava ele, ofegante. Parado na frente dela sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, sem saber ao menos, como respirar mais devagar naquele momento. Deitados, ela fitava-o profundamente, como se desejasse achar a alma em seus olhos confusos. Tinham se conhecido há mais de um ano, mas tinham se descoberto há menos de cinco meses.

Ela o tinha visto de passagem nos corredores inóspitos daquele colégio infernal. Ele já a conhecia de passagem, assim meio rápida, quando conversava com seus amigos - estes, digasse de passagem, a achavam muita areia para seu caminhãozinho. Dias vão, dias vem, e eles começaram a se falar. Cada dia mais, e assim foi crescendo algo dentro deles. Pena que esta não é uma história de amor.

O sentimento que crescia dentro dele, era muito diferente do crescimento que ela estava construindo, tijolo por tijolo, dentro dela. Ela não sabia se era amor ou se era apenas a carencia afetiva que a assombrava desde o início de sua puberdade. Ele sabia bem o que queria, afinal, ele era homem e já sabia dessas coisas, apesar de ser mais novo que ela.

Continuaram a se encontrar, e cada vez mais se descobriam. Em cada encontro uma novidade, a cada novidade um novo sentimento surgia ou se aprofundava. Mas de uns tempos pra cá os papeís dessa história começaram a se inverter. Ela começou a desencanar dele, conheceu outra pessoa, mudou repetinamente. Ele começou a se apegar a ela de uma forma como nunca tinha se apegado a alguem antes: não era só mais um coisa do físico e sim do coração.

Mas, lá estava ele, ofegante. Parado na frente dela sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, sem saber ao menos, como respirar mais devagar naquele momento. Deitados, ela fitava-o profundamente, como se desejasse achar a alma em seus olhos confusos. Ele teve coragem, engoliu o desepero e falou o que estava ali para dizer há horas. Ela o olhou e, como num ato de indiferença, riu numa gargalhada quase que maquiavélica, deu-lhe um beijo, levantou-se e foi embora para nunca mais voltar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Chocolátra.

Seu estomago gritava, em pratos, o que desjava. Os olhos pareciam os de uma águia: olhava fixo para seu alvo, procurando-o, cercando-o. Suas mãos inquietas, suavam frio de tanto desespero. Mas ela não podia, é, não podia. Sua boca começava a se derreter intesamente, cada vez mais aumentando o lago que ali se formara. Derrepente, ele chegou. Chegou todo embrulhado, todo arrumadinho. Ela apenas o olhou prufundamente e suspirou: queria o lugar vazio para devora-lo.

Quando, finalmente, todos sairam, ela se aproximou, tímida, encabulada. Mas ele olhou pra ela, ela olhou pra ele e, como um amor inocente à primeira vista, ela se apaixonou mais ainda. Num golpe deseperado e apressado, ela o agarrou, tirou suas vestes e mordeu um pedaço. Deixou este se derreter em sua boca por longos minutos. Mais deleitoso que sexo, a chocolátra permaneceu bons minutos a ter seus orgasmos de cacau.

Mas, quando deu por si, só restava apenas mais um pedaço. Um único e delicioso pedaço negro de mal caminho. Ela o fitou amargamente com lágrimas em seus gulosos olhos e comeu, teve seu ultimo momento de prazer e...acabou. Tudo tinha acabado tão rapidamente, ela ficou ofegante, deseperada.

Seu estomago gritava novamente, em pratos, o que desjava. Os olhos pareciam os de uma águia não satisfeita com a primeira presa: procuranva outra, ainda mais apetitosa. Suas mãos inquietas, suavam frio de tanto desespero. Mas novamente, ele chegou.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Início No Canibalismo Humano.

Todo aquele sentimento que eu achava que sentia, que eu achava que queimava dentro de mim, apagou, foi embora tão rápido e tão derepente, como o nosso começo.

Aqueles desejos, aquela fome de carne, tudo se foi. Estarei mentindo se afirmar que não sinto mais vontade de degustar a tua carne, sim, eu ainda a quero bem quente e no espeto. Mas é uma coisa tão física, tão superficial, tão banal, tão vergonhosa, tão suja, tão canalha. Não acho que eu posso tratar alguem desse jeito: como um objeto de prazer, uma figura que não passa nenhuma emoção, nenhum sentimento, nem ao menos afeto, carinho.

Seria com apenas comer a carne por gula. Só por que somos vegetarianos até o presente momento, não significa que a primeira carne que eu ver pela minha frente, eu vou comer. Tenho que gostar da aparencia dela, ela tem de me dar água na boca e uma vontade incontrolavel. Não quero comer sem vontade, sem sentimento, só por desejar mais que tudo a carne humana.

É. Sabemos que praticamos esse canibalismo apenas por prazer instantaneo, sabemos que não é pra sempre, que vai passar muito rápido, e que, quandos estivermos separados, não nos lembraremos um do outro (a não ser num sábado de noite, sem nada pra fazer e com coisas na cabeça). É, só que isso só entrou na minha cabeça há pouco tempo. E, para o seu azar meu caro, o caso se agravou. O canibalismo não basta mais pra mim. A tua carne, o teu sangue não tem mais o mesmo encanto, não tem o mesmo sabor que antes.

Além do que você sempre me tratou assim: como seu contigente de prazer pessoal, mas não único. Eu até cheiguei a aceitar tão condição, pois, da minha parte havia sentimento. É, havia, no passado. Começei a perder o sentimento, e ganhar vontade de experimentar a carne sem ao menos gostar tanto de você. Ou chegar ao ponto de experimentar o canibalismo explícito pela primeira vez sem gostar nenhum pouco de você.

Mas, sabe, como inciante nessa área, não quero comer a carne sem ao menos gostar do sabor.

domingo, 6 de junho de 2010

Redenção.

Me rendo aos deleites carnais e meio duvidosos
Me rendo às paixões instantaneas
Me rendo aos prazeres pecaminosos
Me rendo à essa felicidade momentanea.

Me rendo também às desilusões e as fatalidades
Me rendo ao mais nobre passo da adolescencia à maturidade
Me rendo a esse poucos momentos de felicidade
Me rendo a lúxuria dessa nossa puberdade.

Me rendo a você e a tudo que me faz sentir
Me rendo a sua boca, seu corpo, seus desejos
Me rendo até a possibilidade de me iludir
Me rendo aos seus carinhos e aos seus beijos.

É, estou perdida em você.

domingo, 30 de maio de 2010

Sorvete.

E quando eu abri os olhos e dei por mim, lá estava eu. Parada, estática, e agitada como nunca estivera antes. Muda, falava mais de mil palavras pra que ele ouvisse. Ele estava ali, olhando pra mim, quieto, profundo, provocando-me. Não sabia o que ele faria, não sabia nem ao menos o que eu faria numa situação daquelas. Meu suspiro abafado ecoou pelo ar, e sorrateiramente fechei os olhos novamente. Ele me abraçou ternamente, e me senti traquila, não estava mais agitada como dissera antes.

Todas as sensações e todos os sentimentos que eu nunca sentira antes ou, nunca tinha sentido tudo de uma vez, vieram a tona: medo, desejo, loucura, delírio, aflição, arrepios, calafrios, prazer, tudo que é de mais terreno e deleitoso. Não sabia nada sobre aquilo, e muito menos ele. Era tudo tão novo, tudo tão inovador, tudo tão inocente, e deveras sincero. Eu até ficaria assustada com tudo isso. Mas não sei por que, não fiquei.

Não parecia real, nunca achei que aconteceria. Ele ainda estava a me olhar, com seus olhos que diziam as palavras mais lindas que eu já ouvira antes. Sua boca estava curvada num sorriso, que, de tão grande era impossível não notar. Estava aparentemente ofegante, e eu estava aparentemente apavorada. Não sabiamos ao certo o que tinha acabado de acontecer entre nós, mas estavamos ambos felizes, curiosos, satisfeitos,lambuzados, apaixonados (?). Não imaginavamos que poderia ter ocorrido assim, tão de repente, tão mágico, tão maravilhoso.

É, não tem nada como tomar sorvete juntos, como um casal, pela primeira vez.

sábado, 22 de maio de 2010

Vergonha Alheia.

Tenho vergonha de tudo e todos. É, hahaha, sei que pode não parecer mas eu tenho. Tenho vergonha de comer na frente dos outros, de assistir TV na frente dos outros, de amar na frente dos outros, de respirar na frente dos outros, de ficar doente na frente dos outros, de nadar na frente dos outros, de ser eu mesma na frente dos outros. Sei lá, dá medo. As pessoas estão sempre me julgando ou me analisando como se fosse um filminho novo: "Aff, não gostei dos efeitos especiais!" ou, coisa do tipo "Nossa que roteiro mal escrito.". Sempre acho que se eu falhar, vão cair matando em cima de mim, ou tendo uma má impressão de mim. Na verdade, acho que a timidez é medo. Medo do mundo, medo de amar e ser amada, medo da rejeição, medo da negação, medo de cair, medo de falhar, medo de viver errando. É, isso toma conta de mim, às vezes. Muitas vezes. Okay, vou parar de escrever por que tenho vergonha que pessoas lerão isso.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Amor Não Existe.

Parei para pensar por que eu gosto de você. Por que eu sofro tanto por você. Por que eu tenho um ciúme doentio por você, se você não é nem ao menos meu. Por que eu sinto arrepios e calafrios quando você me abraça, se você nem é tudo aquilo que eu sempre quis. Não tem motivo, não tem. Você tem qualidades, mas seus defeitos se destacam, ou melhor, você os destaca. Seu pior e mais deploravel defeito é capacidade de me fazer mal em poucos segundos. Então, por que eu gosto tanto de você?

Acho que é uma ilusão. Eu criei um sonho, um utopia amorosa, um mundo ideal e, como uma inocente criança que acredita que vai ser astronauta quando crescer, acha que isso vai se realizar. Mas não vai, nunca irá acontecer. Sonhos são só pensamentos que você não pode concretizar, então sonha que aconteceu. Me iludo e me afundo nessas visões maravilhosas e destrocidas da realidade.

Mas eu insisto cegamente em que um dia tudo vai dar certo: épicamente meu Hércules irá vir em seu cavalo e me resgatar dessa amargura; e que minha história vai terminar como um clichê de história infantil: "E viveram felizes para sempre...". "Para semre" é um tempo que eu tenho e gostaria de gastar com você ao meu lado.

Acho que me acustumei em amar. Me acomodei em sofrer por alguem, me adptei a rotina de chorar pensando que ele não me ama, tornei comum no meu dia após dia dormir e ver seu rosto. Sempre foi assim. Sempre eu amo de mais e me amam de menos, ou melhor, não me amam. Não sei como é ser amada, nunca soube e, pelo andar da carruagem, nunca saberei o que é alguem dizer "eu te amo" do fundo do coração.

Essa ilusão que um dia eu vou beijar um sapo e ele vai virar me príncipe que me amará incondionalmente para eternidade, alimenta uma esperança que é certamente estupida. Amor perfeito, pelos menos pra mim, é impossivel e inalcancavel. Não existe amor ideal, não existe.

Me acustumei a ficar buscando esse certo alguem que possa me fazer feliz. Estupidez e persistencia resultam nessa minha busca sem fim do amor perfeito. O pior é que nem um amor imperfeito, um meio-amor, um requício de amor, eu consigo ter. É sempre amor só de um lado, carinho só de um lado, ciúmes só de um lado. E esse lado sou eu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Imaginário.

Não existe conversa. Não existe abraço. Não existe amor. Não existe carinho. Não existe nada. Não existe você. Não existe nós. Não há relação. Não há. Não existe intimidade. Não existe afinidade. Não existe confiança. Não existe ciúme. Não existe paixão. Não existe nada. Não existe.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Meretriz.

Fico tão agastada pensando na vida. Me acho tão má às vezes. Tão ruim, tão desumana, tão diabólica, maquiavélica. Me vejo, de vez em quando, como aquelas meninas malvadas, fúteis, vazias e vadias típicas de filme idealista norte americano. Atos que por mais que eu não faça por maldade ou para me exibir, eu faço simplesmente por fazer.

Mas aí, algo chamado bom senso unido ao livre arbítrio e a consiciecia, me param e me fazem reflitir: "sera que isso é certo?", "por que eu fiz isso?". E a partir daí sinto como se o mundo recaísse sobre mim, como um bobardeio em Hiroshima. Me culpo e sou culpada, me julgo e sou julgada.

Atos, palavras, gestos, olhares. Coisas tão espontaneas que fico pensando que minha essencia, que minha personalidade é diabólica, que eu sou um ser desumano, frio e cruel. Não entendo.

Não entendo por que isso, se são coisas que às vezes me deixam tão feliz, incomoda e agride os outros. Um abraço apertado, um beijo demorado, uma piada, um sorriso, uma conversa mais desabafadora. Por que as pessoas me colocam essa culpa? por que elas veem malícia onde não tem?

Confesso que não sou santa. Mas também não sou uma meretriz. Entendam que por mais que você queria ver maldade, juro que não há. É só amor. Amor de um jeito de amizade, e não amor como pensamos normalmente.

Me deixa ser feliz? É dificil fazer isso com milhares de olhares de reprovação; sei que tenho que ignora-los, mas desculpa, pra mim isso é mais dificil. Não veja maldade onde não há, por favor.

Impotência.

É tão desanimador quando alguem precisa de você e você não ode fazer nada parar ajudar.

Você.

E eu me pergunto: "por que?". Por que você mexe assim comigo? Por que quando estou quase te deixando, você vem e volta? Por que quando você quase não assombra mais meus sonhos, você vem e aparece nos meus pensamentos? Por que você me abraça com carinho e reanima minhas esperanças falidas? Por que você fala aquelas coisas que nunca vai cumprir?

Você me deixa confusa. Eu nunca sei se você está aqui ou se você quer ir embora, ou se você não queria nem mesmo entrara. As dezenas de perguntas que vem a minha cabeça...por que você não responde a nenhuma delas? Deixa-as no ar da dúvida. Pára de me magoar, pára de brincar comigo,pára de me dar esperanças falsas, pára de fazer tudo que você faz. PÁRA.

O pior é que eu nem deveria estar assim, que ridícula eu. Não, eu não deveria. Todos falam que você não me merece, mas eu não vejo assim. Você é diferente comigo - mas por que raios agem assim? - e eu gosto desse você. E não do você que me machuca, que me confunde, que me ignora.

Nossa, eu devo ser muito idiota mesmo. Fico mal por nada, ou seja, por você. eu sou muito carente memso, que escrota eu. Fazer o que se eu me apeguei a você? Burra, burrra, burra!O rídiculo é que eu não consigo desistir de você. Você não me merece, eu não te mereço. Não posso, não devo querer você.

I GOT TO FIND SOMEONE BETTER, BETTER THAN YOU. MAYBE I CAN IMPROVE YOU. MAYBE.

sábado, 1 de maio de 2010

É o Fim, é o fim.

Sempre anos vão e anos vem, e rotina casa-escola continua. Sempre as mesmas coisas, sempre as mesmas pessoas, sempre os mesmos locais, sempre o mesmo mundinho paralelo. Sempre os mesmo amigos, as mesmas visões de mundo, as mesma lições chatas, os mesmo professores malas. Nos cansamos da rotina, mas nos acostumamos tanto com ela que não vivemos sem. Sempre a mamãe que leva pra lá, faz isso aqui, arruma acolá. Sempre temos que fazer tudo do mesmo jeito. Sempre.

Mas um dia a vida muda, é, a vida muda. E a rotina casa-escola sofre uma ruptura. Sáimos da escola, vamos para faculdade. Fazemos 18 anos - idade tão cobiçada desde os 13 anos - e viramos responsáveis por nós mesmos. Vemos que a realidade não é asim tão doce quando era. Percebemos que as visões de mundo eram poucas, as licões chatas eram necessárias, os professores também. Temos que tomar conta de nós mesmo, fazer tudo sem ajuda de ninguem. Somos soltos no mundo como num teste para ver que se o que aprendemos durante parte da vida, serve para o resto dela.


Um dia somos obrigados a sair do casulo para enfrentar as feras desconhecidas. Não estou preparada para isso, é, ainda não virei um independente borboleta.