sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Monstro que sou, lagarta que és.

A sua indiferença me deixa agoniada, e os resquícios de obscuridade da nossa relação, me faz sentir agastada perante tal situação. Como pode uma balbúrdia dessas, ocorrer em plena luz do dia sem que nós façamos algo para mudar tal momento? Não posso me mover, movimento-me parada, pois a partir do momento que você escolhe exclusivamente ele e não a mim, minhas mãos ficaram atadas peranto esse sentimento que superou a amizade.

Sim, sei que é egoísmo perante vossa pessoa, mas peço tempo ao tempo, pois como toda boa possesiva compulsiva e ciúmenta, as ideias macabras me veem a mente, mas logo se dispersam no ar se juntando as bilhões de moléculas de oxigênio. Mas, peço-te que pare e pense em tudo que me disse antes que ele entrasse em sua vida, nas críticas, nas promessas. Além das minhas pertubações, quero que pense nisso. Não posso te fazer mudar, a novidade ganha da antiguidade consolidada, mas quero que você pense em tudo que concluímos, que pensamos, que passamos.

Não te peço para escolher, nunca faria tal babaquice. Quero que apenas, você não vá contra os seus preceitos, as suas verdades ditas tão calorosamente no passado remoto. Ou melhor, não quero que as mude, falando que nunca havia falado os pricípios antes ditos. Não faça uma metamorfose devido a essa nova fase em sua vida. Gosto de vocÊ do jeito que você é, mas esse monstro horrendo me faz protestar, ele está se escondendo faz tempo atrás da médica recata, paciente, controlada. Eu sei que é lindo, é mágico, e não querendo amaldiçoar a sua felicidade (pois afinal, é isso que eu mais quero pra ti), mas, sabe tão bem quanto eu, que tudo um dia tudo se acaba. Seja daqui a quatro meses ou quatro décadas, tudo acaba. Apenas peço para que preserve uma coisa que vai ser pra sempre sua, te garanto.

Eu vejo que você depende dele, não vive sem ele, não consegue se divertir sem ele. Sem ele fica irritada, desnorteada, sem rumo. É poético isso, mas ao mesmo tempo, é triste. Me faz sentir inútil como amiga. Virei mero complemento da presença dele, mero enfeites, mera desculpa esfarrapada para você se esconder debaixo dos meus braços. Já penei e fui penalizada muitas vezes para salvar a tua pele, mas como todo bom ser humano, só te lembras das coisas ruins que te fiz. As boas, te esqueçe. Não te odeio por isso, te aprecio mais que tudo, se não estaria indeferente perante a sua ausência. Quero a tua companhia exclusiva de vez em quando, só pra variar o meu e, pricipalmente o teu, cotidiano.

Em parte, esse bando de abobrinha substanciada que falo acima, pode ser coisa da minha cabeça, pode ser culpa minha também, pode parecer mero ciúme, pode parecer que quero acabar com a felicidade tua, mas não;eu só lhe peço uma coisa: não se esqueça dos velhos tempos, não mude as suas verdades, não se isole do mundo, não esconda nada, não me esqueça. Por favor, liberta-te desse casulo e volta a ser borboleta, e venha de novo acariciar e matar este monstro que vive dentro de mim chamado carência.

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