segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ideologia.

Meu partido, é um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que nem acredito
Eu nem acredito
Qe aquele garoto que ia mudar o mundo
Frequenta agora as festas do Grand Monde

Meus heroís morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia, eu quero uma pra viver

O meu prazer agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock'nd roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste tudo em cima do muro

Meus heroís morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia, eu quero uma pra viver.

(essa música resume meu atual estado de espírito, se é que ainda tenho um)

domingo, 29 de agosto de 2010

Sexta-Feira

Com o seu retrato quebrado ao chão, eu derramava as quentes lágrimas. Questionava muda o porque de tudo aquilo. A garrafa, amiga sempre companheira, já estava quase vazia. Cazuza tocava no rádio, overdoso me fazia sentir mais sóbria. Era a nossa música - e de mais milhares de corações. Acordes que despedaçavam minha alma em mil pedaços.

Os embrulhos de chocolates faziam um ninho de gula em minha volta. A culpa já subia a cabeça, ocupando o espaço que você habitara. Queria esvaziar tudo: a cabeça, o coração, o estômago. Queria colocar tudo pra fora, para ver se sumiam dali, aqueles sentimentos.

Levanto, caminho até o banheiro, pisando mórbidamente sobre os cacos de vidro espalhados pelo chão - que me importam os pés cortados se meu corção sangra bem mais? - pego o instrumento do crime.

Talvez fosse uma solução para botar tudo para fora. Talvez fosse distúrbio. Talvez fosse insanidade esvaziar a barriga e abastece-la no taque de tequila de novo. Pelo menos não iria ficar consciente.

Finalmente, regurgito. Enche um copo, sento desamparada. Breve solução para quem quer te tirar da cabeça. Soltemos pela boca até a alma, já que a minha morrerá de cirrose e abandono.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

(I Wanna Be) Thin.

"Me dá vontade, tento árduamanete, mas não consigo. Desejo oculto de minha mente, ou apenas pertubação omissa de uma sedentária convicta.
Desespero ao conseguir: estou caindo, falhando no meu plano. Pertubação ao não conseguir: não estou bonita aparentemente, magreza é tudo que reina no meu pensamento - pelo visto não só no meu.
Tentivas mais que frustadas, dias com os órgãos gritando em protesto; forrando o estômago com água que passarina não bebe, queira ele não reclamar.
Mas falho e cedo aos pedidos, e caio em tentação, devorando até mesa de canto. Pobre imbecil, não resiste à uma mera rebelião."

Quero eu ser assim.
Quero vomitar tudo, até o sangue em meu corpo, porque se o que tem valor é externo, vamos então botar tudo para fora, inclusive a alma.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eu-Probelmático

Rímel borrado em meus olhos, padecendo no meu olhar
Sim, eu faço de tudo o fim do mundo, um fim obscuro
E - os que me amam - vão árduamente me falar
Sobres as minhas falhas, da ruína do meu futuro
Queiram eles não me repudiar
[pois as minhas feridas assim eu costuro

Abadonada pelos rumores de minha alegria
Não tenho amor-próprio o suficiente
Para proseguir essa triste vida sóbria, sem fantasia
Não quero ter consciência de tudo, quero padecer doente
Enquanto sei que deixo pra trás toda a glória, minha divina supremacia
Viro agora uma rainha decadente
[sou nobreza falida, majestade com falsa epilepsia

É tanta coisa que se passa pelos meus agitados nervos
Tão rapido, tão neutro, deveras fulminate
Isso se já não foram queimados os acervos
Da epóca de mera e inocente iniciante
[época feliz que eu dizia não aos corvos negros

Continuo a mesma inconstância
A mesma por dentro, só que com ajuda da química
Me tornei mais descontraída, deixei de lado a infância
Para me jogar na mais degradante e finita avenida
[solta em meio aos carros, esperando ser esgatada por uma ambulância.

Mas já não vejo graça, se eu não

Acordar em lugar estranho, sem saber o que ocorreu ali
Se não tiver queimando a minha garganta, pertubação
Não vejo como posso me divertir
[líquido maldito, festas regadas a fumaça, ilícita diversão

Em pauta a distância, o afastamento
Com esses já não sei lhe dar muito bem
E com a minha enorme irrelevancia, desdobramento
Sinto que estou perdendo que me quer bem
[queiram eles não desistirem de mim, eu imploro por um maior entendimento .

sábado, 21 de agosto de 2010

Blame It On The Alcohol

Com o recipiente de vidro em minha mão, ludibriada
Meio sem rumo, não consigo achar o caminho
As notas elétricas soando alto, excitada
Quase caindo no chão, com a censura fugindo

Uma rainha pintada a mão, horas ao espelho
Em menos de minutos vai a loucura de etílico
Entrando em lúxuria, copos e dessespero
Não desce do salto, mas perde a noção do ridículo

Alucianada danço, em meio as rudes alcoolizados
Me agarram como se fosse apoio para não cair no chão
Não me culpe se este pecado nos faz embriagados
Afinal, é um doce veneno que nos faz voltar a vibe da curtição

Não resisto, é doce, é amargo, é deleitoso
Me faz ficar social, destemida corajosa
Quando coloco no copo, maldito líquido delicioso
Me faz ver tudo meio borrado, mas ao mesmo tempo, meio cor-de-rosa.

Pode me condenar por ser tão nova e me render ao vício.
Apenas de vez em quando, para esquecer os problemas
Mas viciada não sou, apenas aproveito os indícios


A maldito CH3 CH2OH que entra nas minhas veias e me faz perder os pricípios.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Anjos.

Trabalhados nos traços marcados, que desenham na sua já tão vivida pele, os sinais de fraternidade, tão acentuados pelo tempo - quem irá negar que também pelo vento - lhe deixam com uma aparência de delicadeza, de paz, de muitas luas passadas. Sua boca, na maioria das vezes, preenchida de dentes que não lhe são naturais, adornam a sua face, que leva bem na frente de seus olhos que já viram de tudo, um par de óculos antigos. Os cabelos da cor da neve, lhe recaem sobre os ombros, ou simplesmente estão curtinhos, forrando o ápice da tal pintura que se forma. O corpo, já muito judiado pelo sol - afinal, são humildes e trabalhadores- descansa sempre em cima de uma cadeira de balaço.

As roupas, tão macias e com cheiro de antiguidade e lavanda, se combinam entre si - e se descombinam também. A sandália com meia de lã, dá o toque acolhedor a pintura, que, se não fossem as pinceladas de crochê, não estaria taõ bela. Sempre querendo contar histórias de sua época, fatos, contos, causos, receitas, aventuras. Defendem com vigor a sua opinião; opinião que tem muitos fundamentos, afinal já viram muitos anos passarem, já viram muitas coisas e viveram outras mil. São a voz da experiencia, da sabedoria. Seja parar fazer uma receita de bolo ou para opinar na escolha da faculdade, o conhecimento que é marcado físcamente na pele, é difundido por suas sábias palavras de conselho, aconchego, ternura, amor.

No lugar das asas, eles carregam a fiel companheira de madeira - ou bamboo- a bengala. E com seu jeito único e inovador, estão na nossa vida, graças aos pais deles e também aos nossos pais. Nos mimando com dezenas de presentes, nos educando à maneira antiga, nos engordadno com seus milhares de pães-de-queijo. Aprendi com eles a admirar as coisas simples, dar valor aos familiares, aprendi a ouvir e mais de mil lições impagáveis. Eles são assim, tudo pra mim e nunca deveriam ter fim.

Ess é o único problema: tanta maravilha tem prazo de validade e, na maioria das vezes, é frágil. Vê-los assim tão frágeis, tão porcelanados, parecendos os mais delicados cristais. Me afligue vê-los sofrer, como sofrem. Por favor, alguem... Alguem não os deixe partir assim. Sei que eles são anjos em forma humana que permanecem um tempo na terra para nos dar um pouco da sua cativante graça, para depois poderem seguir tranquilos no seu caminho rumo a eternidade. Mas não quero os perder, sou egoísta; quero tê-los para sempre aqui comigo. Se existe um ser divino, que ele não os tire de mim agora. Assim, eu vou poder admirar por mais tempo essa maravilhosa forma humana que os anjos assumem aqui na terra que, carinhosamente, chamamos de: avós.

domingo, 15 de agosto de 2010

Classificados.

Procura-se alguem disposto a comprar para toda a eternidade, um imóvel em ótimo estado: o meu coração. O lugar é apertado, mas é bem espaçoso e confortável. Acompanha vista privilegiada da minha alma e essência. Possui aconchego, carinho, fidelidade e varanda. O prédio é bonito e bem vistoso, tem apenas um andar, de aproximadamente 1,76 de altura. Estado de excelente conservação, apenas algumas rachaduras remendadas de pessoas que o alugaram no passado. O preço é feito em apenas duas parcelas: fidelidade para até 30 dias e a outra parcela de amor, pode ser pré datado para 2050.

Interessados, por favor entrar em contato.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Monstro que sou, lagarta que és.

A sua indiferença me deixa agoniada, e os resquícios de obscuridade da nossa relação, me faz sentir agastada perante tal situação. Como pode uma balbúrdia dessas, ocorrer em plena luz do dia sem que nós façamos algo para mudar tal momento? Não posso me mover, movimento-me parada, pois a partir do momento que você escolhe exclusivamente ele e não a mim, minhas mãos ficaram atadas peranto esse sentimento que superou a amizade.

Sim, sei que é egoísmo perante vossa pessoa, mas peço tempo ao tempo, pois como toda boa possesiva compulsiva e ciúmenta, as ideias macabras me veem a mente, mas logo se dispersam no ar se juntando as bilhões de moléculas de oxigênio. Mas, peço-te que pare e pense em tudo que me disse antes que ele entrasse em sua vida, nas críticas, nas promessas. Além das minhas pertubações, quero que pense nisso. Não posso te fazer mudar, a novidade ganha da antiguidade consolidada, mas quero que você pense em tudo que concluímos, que pensamos, que passamos.

Não te peço para escolher, nunca faria tal babaquice. Quero que apenas, você não vá contra os seus preceitos, as suas verdades ditas tão calorosamente no passado remoto. Ou melhor, não quero que as mude, falando que nunca havia falado os pricípios antes ditos. Não faça uma metamorfose devido a essa nova fase em sua vida. Gosto de vocÊ do jeito que você é, mas esse monstro horrendo me faz protestar, ele está se escondendo faz tempo atrás da médica recata, paciente, controlada. Eu sei que é lindo, é mágico, e não querendo amaldiçoar a sua felicidade (pois afinal, é isso que eu mais quero pra ti), mas, sabe tão bem quanto eu, que tudo um dia tudo se acaba. Seja daqui a quatro meses ou quatro décadas, tudo acaba. Apenas peço para que preserve uma coisa que vai ser pra sempre sua, te garanto.

Eu vejo que você depende dele, não vive sem ele, não consegue se divertir sem ele. Sem ele fica irritada, desnorteada, sem rumo. É poético isso, mas ao mesmo tempo, é triste. Me faz sentir inútil como amiga. Virei mero complemento da presença dele, mero enfeites, mera desculpa esfarrapada para você se esconder debaixo dos meus braços. Já penei e fui penalizada muitas vezes para salvar a tua pele, mas como todo bom ser humano, só te lembras das coisas ruins que te fiz. As boas, te esqueçe. Não te odeio por isso, te aprecio mais que tudo, se não estaria indeferente perante a sua ausência. Quero a tua companhia exclusiva de vez em quando, só pra variar o meu e, pricipalmente o teu, cotidiano.

Em parte, esse bando de abobrinha substanciada que falo acima, pode ser coisa da minha cabeça, pode ser culpa minha também, pode parecer mero ciúme, pode parecer que quero acabar com a felicidade tua, mas não;eu só lhe peço uma coisa: não se esqueça dos velhos tempos, não mude as suas verdades, não se isole do mundo, não esconda nada, não me esqueça. Por favor, liberta-te desse casulo e volta a ser borboleta, e venha de novo acariciar e matar este monstro que vive dentro de mim chamado carência.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sentir.

Toco o seu olhar arrebatador.
Falo mil vozes caladas.
Escuto as palavras saídas de seu peito.
Vejo seu coração bater e pulsar, silencioso.
Arrepio-me.





apenas, arrepio-me.

sábado, 7 de agosto de 2010

Triunfo.

Ele não sabia que ela viria. Ninguem o tinha avisado, ninguem o tinha alertado, ninguem o tinha preparado para ver tal deslumbrante mulher. Sim, depois de sua passagem amorosa com ele, ela deixara de ser aquela garotinha apaixonada com seus sonhos de açucar temperados com amores pefeitos. Tinha se tornado uma mulher decidida, confiante, sedutora clássica, misteriosa e todos os seus sonhos haviam mudado, não tinham mais efeites de confeitaria, e agora ela os fazia acontecer. É, muita coisa havia mudado.

Era para ser uma noite especial para ele. Estréia, todos os amigos, parentes, puxa-sacos, fãns do sexo opostos, todas estariam lá. Afinal ele se achava um conquistador e até que conquistara meia dúzia de gatos pingados, que, diga-se de passagem, não se comparavam a ela. Durante o espetáculo, tudo ocorrera normal. Ele não notara que, no canto mais reservado para não chamar atenção (antes da hora), lá estava ela. Maduramente linda, trabalhada na perfeição, num misto de sensualidade e delicadeza.

Terminada a peça, todos se cumprimentavam, os atores eram elogiados e alguns recebiam flores de seus parentes mais próximos. Ela apenas se levantou, saiu do auditório e ficou parada em lugar que todos que fossem saindo, conseguissem vê-la. Estava especialmente bonita para aquela ocasião. Queria que ele se arrependesse, se deslumbrasse, que suas pernas ficassem trêmulas ao fita-la de cima a baixo. Seria o seu triunfo, a sua doce vingança por tudo que tivera passado. Tanta mágoa que tinha ficado em seu coração. Ela o amou tanto, o desejou tanto e ele apenas brincou com ela. Mas estava decidida, aquela noite ele iria sofrer, iria querer voltar no passado e querer fazer tudo de novo.

Quando todos começaram sair, ela se animou mais. Seus amigos tinham formado um círculo em volta dela, conversando, pensando como seria a reação dele. Derrepente ela o viu descendo as escadas desprecupado, indefeso como uma gazela que não percebe que seu predador a vigia de longe. Quando ela viu que ele vinha embasbacado, quase hipinotizado, em sua direção, fingiu que não o via. Mas finalmente ficaram frete a frente. Ele a olhou da ponta do pé até o cabelos previamente cacheados e impecavelmente arrumados. Ficou pasmo, bêbado de tanto remorso. Ela sorriu sadicamente e sinicamente se pôs a falar.

- Oi, tudo bom? Você parece meio branco... - ela disse zombadamente.

- Não...eu...eu...eu estou bem sim. Como você está...está... está bonita. - ele gaguejou, todo sem jeito de falar o que estava pesando realmente.

- Obrigada. Bom, mas só vim para te dar um 'oi' mesmo. Ah propósito, adorei a peça.

- O...obrigado. Você está realmente linda.- ele falou quase que pra si mesmo.

- Obrigada de novo, hahaha. Muito gentil da sua parte. - ela disse o ironizando. - Bom, mas eu já vou indo, tenho um outro compromisso e não posso me atrasar. Então... adeus.

- Não, espere!- ele gritou, desesperado.- Posso falar com você a sós? Por favor, um minuto?

- Claro.

- Então, aquilo que rolou conosco há um tempo atrás... que tal esquecer, passar uma borracha e recomeçar tudo de novo, do zero? Você veio aqui hoje só para me ver e veio toda linda, querendo reconciliar...Vamos iniciar uma nova fase, sei que você ainda sente alguma coisa por mim. Temos uma história de amor tão linda e vou te confessar que eu também...

- Hahahaha. - ela o interropeu numa gargalhada que o cortou o coração.- Agradeço a proposta, mas não. Não quero reatar o que não tinha nem começado. Eu já tenho outro amor e vou vê-lo hoje a noite, não posso chegar atrasada. Então como eu ia dizendo antes de você falar asneiras, adeus.

- Mas... - ele se pôs a chorar, arrependido.

Ela caminhou truinfante pela porta de saída, espalhando seu brilho e seu sucesso pelos corredores. Finalmente havia vencido a batalha. Ela não tinha compromisso nenhum, muito menos um novo amor. Só havia o esquecido e se tornado uma mulher menos apaixonada. Apenas queria ver o sofrimento dele, o arrependimento nos olhos dele, olhos que, após sua saída, tinham ficado tristes, melancólicos, agastados. Ele ficou ali, parado, desolado, desorientado, sem saber o que falar. Somente pode ver sua musa indo embora, desfilando vitoriosa.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alforriar.

Não me proteja, não cuide de mim, não me bajule, não me encha de mordomias, não facilite, não me ofereça conforto, não me dê privilégios. Isso só me ludibria. Me deixará de mãos atadas perante o mundo. Peço-lhe somente uma cousa...






Liberta-me.

domingo, 1 de agosto de 2010

O Sol.

O Sol é uma estrela, é o centro do nosso sistema - que aliás tem o nome de sistema solar. Todos os outros corpos giram a sua volta; ele é poderoso. E todos os satélites associados a esses corpos, consequentemente giram em volta dele também; ele é influente. E apesar de estar a 150 milhões de kilômetros da Terra, ainda vemos o seu brilho inteso e quente; apesar de estar longe, ele é fenomenal. Sem ele não existiria vida na Terra; ele é fundamental.

Mas se ele é tudo e nada ao mesmo tempo; ele é confuso. Comparado com outras estrelas, de outros sistemas e galáxias, o Sol é uma poeira; há outros maiores que ele. Tem outras estrelas com o dobro, o triplo do seu tamanho. Mas ele continua lá, a brilhar, a espalhar sua luz por aí, sem prejudicar ninguem; ele é forte. Há diversas e diversas estrelas menores a sua volta e ele não as cega; ele é humilde.

Por isso digo que sejamo como o Sol que brilha sem ofuscar as outras estrelas.