Não dá pra disfarçar, até mesmo outras pessoas já notaram, que você perto de outra pessoa, qualquer pessoa (que não seja eu), me faz ficar assim, cheia de ódio, de ciúme de você. É meio estranho, é como se fosse espinhos de minha rosa preferida estivessem me machucando, me arranhando, me cortando. Errada é essa minha impressão, afinal, os espinhos não tem culpa de eu ser desse jeito que eu sou: me arranho de propósito.
Mas minha vontade é de pegar essa rosa e despedaça-la pedaço por pedaço, como vingança de ter me feito tal mal. Mas que culpa a rosa tem? Que culpa os outros admiradores dela tem? Sou eu que quero ela só pra mim, sou eu que quero que ela seja bonita só para mim. Que culpa ela tem? Carência de sentimento, de carinho, de atenção, de desapego? Tento adivinhar e ficar calma, para não tomar um atitude injusta e a perder pra sempre, ou pior, ela ficar com raiva de mim.
A minha primeira rosa favorita, com todo seu esplendor, não pode (e não deve) ser só minha Não é justo que tal formosura seja só minha. Sei disso, mas não consigo evitar de me machucar propositalmente em seus espinhos. Não sei explicar, mas, prometo que vou tentar mudar, afinal o erro é meu.
Isso me lembra a rosa do Pequeno Príncipe. Ele cuidava dela, com todo carinho, todos os dias: arrajava o melhor jeito de ela se proteger do frio, do vento, de tomar água e etc. Mas, mais ninguem podia chegar perto da rosa, de uma certa forma: o planeta que o Pequeno Príncipe morava com sua tão idolatrada rosa, era tão pequeno que, praticamente, só ele e ela cabiam no planeta.
Eu sou o Pequeno Príncipe, mas sei que é errado não compartilhar tal beleza com o outros admiradores do planeta. Mas por que e continuo assim? Pode ser pelo fato de que nunca tive uma rosa tão única assim como você, que se preocupa comigo, que olha por mim, que é um tudo pra mim. Alguem que eu possa contar tudo, tirar dúvidas, revelar meus medos e minhas desilusões.
Não é justo, e eu tenho conhecimento disso, descontar nas outra pessoas o meu problema; fazer o que se o meu egoísmo é maior que a minha simpatia?
Colherada por colherada, formando palavras, criando textos, expondo o mundo inteiro em apenas um prato quente de sopa, numa noite fria de inverno.
domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Ciúmes.
Me corroí por dentro. Rasga o meu egoista coração. Desce como ácido pela minha garganta ferida. Parece chuva de espinho. Começa de uma hora outra, meio que do n a d a.
É só eu te ver que eu fico assim. Me abrindo por dentro, me escondendo de de mim.
Vergonha, ou receio de admitir.
Que tudo que eu mais quero, é ter você só pra mim. Meu e de mais nunguém, nem de seus pais. Meu diário, meu confessionário, meu livro aberto.
Se me cortassem, a dor não seria pior. De saber que está com outra que não seja eu. Por que sou assim não sei, se nem amor compartilhamos. Não é amor, é bem mais forte.
É só eu te ver que eu fico assim. Me abrindo por dentro, me escondendo de de mim.
Vergonha, ou receio de admitir.
Que tudo que eu mais quero, é ter você só pra mim. Meu e de mais nunguém, nem de seus pais. Meu diário, meu confessionário, meu livro aberto.
Se me cortassem, a dor não seria pior. De saber que está com outra que não seja eu. Por que sou assim não sei, se nem amor compartilhamos. Não é amor, é bem mais forte.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
As Descobertas.
Lá estava ele, ofegante. Parado na frente dela sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, sem saber ao menos, como respirar mais devagar naquele momento. Deitados, ela fitava-o profundamente, como se desejasse achar a alma em seus olhos confusos. Tinham se conhecido há mais de um ano, mas tinham se descoberto há menos de cinco meses.
Ela o tinha visto de passagem nos corredores inóspitos daquele colégio infernal. Ele já a conhecia de passagem, assim meio rápida, quando conversava com seus amigos - estes, digasse de passagem, a achavam muita areia para seu caminhãozinho. Dias vão, dias vem, e eles começaram a se falar. Cada dia mais, e assim foi crescendo algo dentro deles. Pena que esta não é uma história de amor.
O sentimento que crescia dentro dele, era muito diferente do crescimento que ela estava construindo, tijolo por tijolo, dentro dela. Ela não sabia se era amor ou se era apenas a carencia afetiva que a assombrava desde o início de sua puberdade. Ele sabia bem o que queria, afinal, ele era homem e já sabia dessas coisas, apesar de ser mais novo que ela.
Continuaram a se encontrar, e cada vez mais se descobriam. Em cada encontro uma novidade, a cada novidade um novo sentimento surgia ou se aprofundava. Mas de uns tempos pra cá os papeís dessa história começaram a se inverter. Ela começou a desencanar dele, conheceu outra pessoa, mudou repetinamente. Ele começou a se apegar a ela de uma forma como nunca tinha se apegado a alguem antes: não era só mais um coisa do físico e sim do coração.
Mas, lá estava ele, ofegante. Parado na frente dela sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, sem saber ao menos, como respirar mais devagar naquele momento. Deitados, ela fitava-o profundamente, como se desejasse achar a alma em seus olhos confusos. Ele teve coragem, engoliu o desepero e falou o que estava ali para dizer há horas. Ela o olhou e, como num ato de indiferença, riu numa gargalhada quase que maquiavélica, deu-lhe um beijo, levantou-se e foi embora para nunca mais voltar.
Ela o tinha visto de passagem nos corredores inóspitos daquele colégio infernal. Ele já a conhecia de passagem, assim meio rápida, quando conversava com seus amigos - estes, digasse de passagem, a achavam muita areia para seu caminhãozinho. Dias vão, dias vem, e eles começaram a se falar. Cada dia mais, e assim foi crescendo algo dentro deles. Pena que esta não é uma história de amor.
O sentimento que crescia dentro dele, era muito diferente do crescimento que ela estava construindo, tijolo por tijolo, dentro dela. Ela não sabia se era amor ou se era apenas a carencia afetiva que a assombrava desde o início de sua puberdade. Ele sabia bem o que queria, afinal, ele era homem e já sabia dessas coisas, apesar de ser mais novo que ela.
Continuaram a se encontrar, e cada vez mais se descobriam. Em cada encontro uma novidade, a cada novidade um novo sentimento surgia ou se aprofundava. Mas de uns tempos pra cá os papeís dessa história começaram a se inverter. Ela começou a desencanar dele, conheceu outra pessoa, mudou repetinamente. Ele começou a se apegar a ela de uma forma como nunca tinha se apegado a alguem antes: não era só mais um coisa do físico e sim do coração.
Mas, lá estava ele, ofegante. Parado na frente dela sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, sem saber ao menos, como respirar mais devagar naquele momento. Deitados, ela fitava-o profundamente, como se desejasse achar a alma em seus olhos confusos. Ele teve coragem, engoliu o desepero e falou o que estava ali para dizer há horas. Ela o olhou e, como num ato de indiferença, riu numa gargalhada quase que maquiavélica, deu-lhe um beijo, levantou-se e foi embora para nunca mais voltar.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Chocolátra.
Seu estomago gritava, em pratos, o que desjava. Os olhos pareciam os de uma águia: olhava fixo para seu alvo, procurando-o, cercando-o. Suas mãos inquietas, suavam frio de tanto desespero. Mas ela não podia, é, não podia. Sua boca começava a se derreter intesamente, cada vez mais aumentando o lago que ali se formara. Derrepente, ele chegou. Chegou todo embrulhado, todo arrumadinho. Ela apenas o olhou prufundamente e suspirou: queria o lugar vazio para devora-lo.
Quando, finalmente, todos sairam, ela se aproximou, tímida, encabulada. Mas ele olhou pra ela, ela olhou pra ele e, como um amor inocente à primeira vista, ela se apaixonou mais ainda. Num golpe deseperado e apressado, ela o agarrou, tirou suas vestes e mordeu um pedaço. Deixou este se derreter em sua boca por longos minutos. Mais deleitoso que sexo, a chocolátra permaneceu bons minutos a ter seus orgasmos de cacau.
Mas, quando deu por si, só restava apenas mais um pedaço. Um único e delicioso pedaço negro de mal caminho. Ela o fitou amargamente com lágrimas em seus gulosos olhos e comeu, teve seu ultimo momento de prazer e...acabou. Tudo tinha acabado tão rapidamente, ela ficou ofegante, deseperada.
Seu estomago gritava novamente, em pratos, o que desjava. Os olhos pareciam os de uma águia não satisfeita com a primeira presa: procuranva outra, ainda mais apetitosa. Suas mãos inquietas, suavam frio de tanto desespero. Mas novamente, ele chegou.
Quando, finalmente, todos sairam, ela se aproximou, tímida, encabulada. Mas ele olhou pra ela, ela olhou pra ele e, como um amor inocente à primeira vista, ela se apaixonou mais ainda. Num golpe deseperado e apressado, ela o agarrou, tirou suas vestes e mordeu um pedaço. Deixou este se derreter em sua boca por longos minutos. Mais deleitoso que sexo, a chocolátra permaneceu bons minutos a ter seus orgasmos de cacau.
Mas, quando deu por si, só restava apenas mais um pedaço. Um único e delicioso pedaço negro de mal caminho. Ela o fitou amargamente com lágrimas em seus gulosos olhos e comeu, teve seu ultimo momento de prazer e...acabou. Tudo tinha acabado tão rapidamente, ela ficou ofegante, deseperada.
Seu estomago gritava novamente, em pratos, o que desjava. Os olhos pareciam os de uma águia não satisfeita com a primeira presa: procuranva outra, ainda mais apetitosa. Suas mãos inquietas, suavam frio de tanto desespero. Mas novamente, ele chegou.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Início No Canibalismo Humano.
Todo aquele sentimento que eu achava que sentia, que eu achava que queimava dentro de mim, apagou, foi embora tão rápido e tão derepente, como o nosso começo.
Aqueles desejos, aquela fome de carne, tudo se foi. Estarei mentindo se afirmar que não sinto mais vontade de degustar a tua carne, sim, eu ainda a quero bem quente e no espeto. Mas é uma coisa tão física, tão superficial, tão banal, tão vergonhosa, tão suja, tão canalha. Não acho que eu posso tratar alguem desse jeito: como um objeto de prazer, uma figura que não passa nenhuma emoção, nenhum sentimento, nem ao menos afeto, carinho.
Seria com apenas comer a carne por gula. Só por que somos vegetarianos até o presente momento, não significa que a primeira carne que eu ver pela minha frente, eu vou comer. Tenho que gostar da aparencia dela, ela tem de me dar água na boca e uma vontade incontrolavel. Não quero comer sem vontade, sem sentimento, só por desejar mais que tudo a carne humana.
É. Sabemos que praticamos esse canibalismo apenas por prazer instantaneo, sabemos que não é pra sempre, que vai passar muito rápido, e que, quandos estivermos separados, não nos lembraremos um do outro (a não ser num sábado de noite, sem nada pra fazer e com coisas na cabeça). É, só que isso só entrou na minha cabeça há pouco tempo. E, para o seu azar meu caro, o caso se agravou. O canibalismo não basta mais pra mim. A tua carne, o teu sangue não tem mais o mesmo encanto, não tem o mesmo sabor que antes.
Além do que você sempre me tratou assim: como seu contigente de prazer pessoal, mas não único. Eu até cheiguei a aceitar tão condição, pois, da minha parte havia sentimento. É, havia, no passado. Começei a perder o sentimento, e ganhar vontade de experimentar a carne sem ao menos gostar tanto de você. Ou chegar ao ponto de experimentar o canibalismo explícito pela primeira vez sem gostar nenhum pouco de você.
Mas, sabe, como inciante nessa área, não quero comer a carne sem ao menos gostar do sabor.
Aqueles desejos, aquela fome de carne, tudo se foi. Estarei mentindo se afirmar que não sinto mais vontade de degustar a tua carne, sim, eu ainda a quero bem quente e no espeto. Mas é uma coisa tão física, tão superficial, tão banal, tão vergonhosa, tão suja, tão canalha. Não acho que eu posso tratar alguem desse jeito: como um objeto de prazer, uma figura que não passa nenhuma emoção, nenhum sentimento, nem ao menos afeto, carinho.
Seria com apenas comer a carne por gula. Só por que somos vegetarianos até o presente momento, não significa que a primeira carne que eu ver pela minha frente, eu vou comer. Tenho que gostar da aparencia dela, ela tem de me dar água na boca e uma vontade incontrolavel. Não quero comer sem vontade, sem sentimento, só por desejar mais que tudo a carne humana.
É. Sabemos que praticamos esse canibalismo apenas por prazer instantaneo, sabemos que não é pra sempre, que vai passar muito rápido, e que, quandos estivermos separados, não nos lembraremos um do outro (a não ser num sábado de noite, sem nada pra fazer e com coisas na cabeça). É, só que isso só entrou na minha cabeça há pouco tempo. E, para o seu azar meu caro, o caso se agravou. O canibalismo não basta mais pra mim. A tua carne, o teu sangue não tem mais o mesmo encanto, não tem o mesmo sabor que antes.
Além do que você sempre me tratou assim: como seu contigente de prazer pessoal, mas não único. Eu até cheiguei a aceitar tão condição, pois, da minha parte havia sentimento. É, havia, no passado. Começei a perder o sentimento, e ganhar vontade de experimentar a carne sem ao menos gostar tanto de você. Ou chegar ao ponto de experimentar o canibalismo explícito pela primeira vez sem gostar nenhum pouco de você.
Mas, sabe, como inciante nessa área, não quero comer a carne sem ao menos gostar do sabor.
domingo, 6 de junho de 2010
Redenção.
Me rendo aos deleites carnais e meio duvidosos
Me rendo às paixões instantaneas
Me rendo aos prazeres pecaminosos
Me rendo à essa felicidade momentanea.
Me rendo também às desilusões e as fatalidades
Me rendo ao mais nobre passo da adolescencia à maturidade
Me rendo a esse poucos momentos de felicidade
Me rendo a lúxuria dessa nossa puberdade.
Me rendo a você e a tudo que me faz sentir
Me rendo a sua boca, seu corpo, seus desejos
Me rendo até a possibilidade de me iludir
Me rendo aos seus carinhos e aos seus beijos.
É, estou perdida em você.
Me rendo às paixões instantaneas
Me rendo aos prazeres pecaminosos
Me rendo à essa felicidade momentanea.
Me rendo também às desilusões e as fatalidades
Me rendo ao mais nobre passo da adolescencia à maturidade
Me rendo a esse poucos momentos de felicidade
Me rendo a lúxuria dessa nossa puberdade.
Me rendo a você e a tudo que me faz sentir
Me rendo a sua boca, seu corpo, seus desejos
Me rendo até a possibilidade de me iludir
Me rendo aos seus carinhos e aos seus beijos.
É, estou perdida em você.
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