sexta-feira, 30 de julho de 2010

Caro Coração,

Venho, por meio desta carta, lhe agradecer pelas evoluções feitas desde os primórdios de seu funcionamento. Tenho conhecimento que tais mudanças não vem sendo fáceis, por vários motivos, por isso quero agradece-lo. Dentre os avanços que citarei, estão a sua ocasionalidade e o seu desapego emocional.

De uns tempos para cá, tenho notado que vós não se apega mais a ninguem - além das pessoas da fámila - não sofres por mais ninguem, não choras por mais ninguem. As pessoas tem passado por você e deixado marcas pequenas, hemácias de felicidades e não grandes recodações dolorosas, que poderiam até causar dor excessiva (infarto?), como acontecia no passado. Este grande avanço lhe permitiu sofrer menos e sangrar menos.

Outro fator de extrema importância, é o seu explêndido encantamento e paixão por coisas pequenas e vistas como bobas no passado. Me encanta saber que ao mesmo tempo que te desapega às paixões ocasionais, se envolve com as coisas simples, como ter amigos fiéis, e aos bons momentos vividos com quem realmente se ama.

Em sumo gostaria de agradecer por ter se tornado menos apaixonado pelas paixões rápidas, menos apegado as memórias amorosas, mais amoroso com os fatos simples do meu cotidiano, mais consciente que um dia terá sua alma gêmea e mais paciente com isso, mais aberto para novas experiencias, mais amoroso com quem realmente te ama e mais forte para suportar grandes perdas. Lhe felicito e lhe agradeço prontamente por esse dificeis avanços.

Espero com o coração na mão a sua resposta,

I. B.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Bilhete.

- Por que? - Ele chorava desesperado, aos prantos, sem saber o que fazer, procurando um chão para não desmoronar.

- Não, problema não é com você, é...

- Não me venha com essa! - Ele a interrompeu num grito que cortou o melancolismo de ambiente. - Isso é a pior desculpa...

- Então não me pergunte por que. Me deixe e não olhe para trás, ou apenas me respeite e não questione. E nós sabemos o por que, não seja tão inocente...- Ela disse sacasticamente, o fitando com cara de desprezo.

- Eu preciso de um motivo! Alguma coisa que...

- Alguma coisa em que você você ponha a culpa, para não admitir, ou melhor, não aceitar que isso não dá mais certo, que já acabou faz tempo. Acabou naquele momento em que você beijou outros lábios que não os meus, ah, que erro mais canalha!- Ela pensou alto, já recolhendo suas coisas espalhadas pelo apartamento dele. - Não queria te fazer sofrera, até iria admitir a culpa falando que o problema é comigo, mas eu sei, você sabe, que o problema é você e sua sede insaciavel de mulher...

- Por favor, fica. - Ele disse agarrando-a pelo braço, numa força quase que violenta. - Cometi erros, mas ele não vai saber te amar como eu amo.

- Me solta, me esquece, e morra!- Ela esbravejou, se esquivando dele.- Se amar é trair, você é o meu maior amante.

- Por favor! Não vá! - Ele gritou o mais alto que pode, quase rasgando a própria garganta.

Ignorando-o completamente, ela terminou de recolher seus pertences, e, sem olhar para trás, bateu a porta na cara dele. Na rua, no seu carro vermelho, o outro a esperava, com um sorriso nos lábios.

Dias depois, ele ligou para ela, avisando que como ele a perdera, não queria mais viver. Pegou a arma que comprara dias antes, escreveu um bilhete para ela e, afundado em lágrimas, atirou na própria cabeça.

Ela ouviu o recado e percebeu um certo melancolismo na voz do seu já falecido ex. Como ia no apartamente recolher seus móveis, com a ajuda de seu novo namorado, ela resolveu, no mesmo dia, ir a casa dele. Quando abriu a porta, viu o caminho de sangue, o corpo, a arma e o bilhete. Com as mãos trêmulas e os olhos já inundados por lágrimas, pegou o bilhete com manchas de sangue e leu:

"Meu único e verdadeiro amor,
Cometi muitos erros, esse será só mais um deles.
Mas foi a única saída para lhe tirar dos meus pensamentos.
E além disso, é umas das coisas que você queria : não me ver mais.

Adeus."

One (or two?) of my seven sins.

Eres da cor do pecado,
corpo duro, dividido, imaculado.
Embalado perfeitamente, comercialmente.
Me desperta um desejo, antes oculto
na minha mente

Quando rasgo suas vestes,
não resisto a uma única vez,
quero te comer por inteiro
deliciando-me vagarosamente

Quero sentir a sua dura textura,
se derretendo em minha boca, preenchendo-a por inteiro
num vai e vém de emoções
me deleito contigo, me entrego aos sentidos

Pedaço por pedaço
devorarei um de cada vez
se desfazendo no meu corpo
exploro você de todos os jeitos

quero te ver envolvido pelos meus lábios.
é gula ou lúxuria?

domingo, 25 de julho de 2010

Funções Vitais

Digo a você que vão lembrar. Falei para ti que vou deixar minha marca no mundo,
seja ela grande, seja pequena.
Vou fazer algo que deixe a minha marca registrada. Agora que achei meu dom, vou fazer de tudo para usá-lo o melhor possível.
E só estou tentando ser feliz, não me importa se isso me machucar,
se isso me derrubar, se eu não tiver mais para onde ir.
Eu só estou tentando ser feliz fazendo outras pessoas felizes. E te digo mais: fazer alguém sorrir me enche de orguho,
pois me faz sentir como se eu tivesse uma missão nessa vida,
finalmente achei uma função para mim.
Vou tentar mudar o meu mundo, desse meu jeito.
Sei que isso pode ocupar meu tempo, pode dar trabalho, posso ter que dar uma pausa na vida baderneira que tanto gosto.
Mas ser cuidadosa com o próximo, ser voluntária, me faz sentir mais feliz;
me faz esquecer os meus problemas fúteis da vida de uma jovem de classe média;
me faz olhar para as pessoas que tem menos ou nada do que eu tenho e isso me faz valorizar o que eu tenho, que não é pouco. Me faz para de reclamar um pouco,
refletir um pouco, me faz ser mais um pouco mais...

humana.

sábado, 24 de julho de 2010

Adultério.

Com uma rosa branca na mão, como se fosse um pedido de paz, de desculpa, de arrependimento, ele estava ali, parado em meio ao nada. Seus olhos vermelhos de lágrimas, as mãos trêmulas de incerteza e sua boca semi-aberta engolia o seu choro a seco.

Não sabia se ela viria, não sabia ao certo se suas últimas tentativas irião funcionar. Tinha a dúvida, tinha a culpa, tinha a dor, tinha um terrível peso na consciencia. Mas, em meio a escuridão, ela apareceu. Ele correu em sua direção, desesperado, a abraçou afobadamente.

- Por favor, me perdoe. - Ele disse, com seu coração em pulos, esperando ouvir um sim.

De primeira vista, ela o rejeitou com o corpo, mas acabou se entregando ao resto de sentimento que existia detro dela. Depois se manteve contida, sem dar resposta alguma. Apenas o abraçou fortemente, num sentimento de despedida.

- Por favor, não vá. - Ele susurrou em seu ouvido, com seus olhos inundados de água. - Não consigo sem você.

- Desculpa, não dá mais. - Ela pronunciou, como se fosse um decreto final. - Vai ser a última vez que nós nos veremos.

Ambos já sabiam, há muito tempo, que aquilo não duraria para sempre. Eram tão cheios de conflitos, de mágoa, de traição. Mas ele também sabia que sem ela, ele não conseguiria mais respirar, não, ele não conseguiria Tinha finalmente, aberto seu coração para alguem, mas não conseguio acabar com os velhos hábitos.

- Por favor, não faça isso...- Ele implorou, com suas lágrimas quentes marcado-lhe as roupas.

Mas ele já não a tinha nos braços. Antes que ele terminasse as dolorosas palavras, ela se esquivou e, subitamente, sumiu no horizonte. Ele sentiu seu corpo enfraquecer, sentiu como se estivesse caindo, não queria mais viver.

Mas antes que perdesse totalmente a vontade de viver, olhou seu ombro, o ombro que ela tinha apoiado sua cabeça, e este estava marcado pelas lágrimas. Por um instante teve a certeza que eram lágrimas de raiva e não de amor.


Mas, viu que a rosa branca tinha sido levada e teve a certeza que as lágrimas eram de uma mulher com o coração partido, desiludida com uma paixão. E teve por confirmado que, apesar de todas angústias, ela ainda o amava.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Freedom.

Eu vou badalar, vou me divertir, vou fazer besteira, vou falar palavrão, vou enlouquecer. Vou ficar de ressaca, vou paquerar quem nunca mais vou ver, vou fazer melhores amigos num só rolê. Não vou acordar cedo, vou criar raízes na minha cama até eu florescer e dar frutos. Vou acordar na hora da janta, tomar um banho longo, ouvindo o rádio no máximo, me arrumar e sair pra noite, encandecida, festeira, livre. Só vou voltar para casa quando o sol bater no meus olhos e eu tiver que levar meu salto na mão, de tanto que dancei.

Vou almoçar sorvete com doce de leite, comer balas de chiclete ao invés de arroz com feijão. Não quero estudar, não quero saber de números. Vou conversar na rua, olhar a lua da madrugada. Assitir tv e comer pipoca com brigadeiro de panela. Vou ignorar as reclamações da minha mãe e brigarei muito com ela, e depois vou enche-la de beijos. Vou discordar dela, vou impor minhas opiniões contra o mundo. Eu quero festa, quero pegação ao extremo, quero beijar quem eu quiser, quero abraço, quero amigos, quero doces, quero diversão.

Quero me preocupar com coisas fúteis, como se vão gostar da minha roupa ou se meu cabelo está bom e reclamar de coisas bobas. Quero poder não ligar para o que as pessoas vão achar das minhas atitudes, dos meus olhares, das minhas palavras. Vou tentar o mundo, tantar mudar as pessoas. Não me culpe se eu não quero decidir o meu futuro aos 16 anos de idade, não me culpe se eu não quero estudar aqueles números chatos, eu quero coisas mais simples, como ser feliz, por exemplo.

Só quero ser jovem enquanto não tenho contas pra pagar, filho pra cuidar, (ex)marido para me encher, trabalho para executar, fámilia para sustentar, casa para pagar, o mundo nas minhas costas para eu suportar. Enquanto tenho esse corpo, essa mente, essas loucuras, essa liberdade, eu quero é viver a vida do meu jeito, sendo feliz, aproveitando essa juventude que eu sempre quis.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Escrever.

Cheguei a conclusão que, para escrever um bom texto, é preciso estar triste. Vamos concordar que, textos felizes são chatos, entediantes, superficiais. Textos escritos com lágrima são lindos, profundos, metafóricos, replatos de significados. Então, vamos cortar os pulsos e escrever como se fossemos infelizes com nós mesmos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Velha Guarda.

Imagine um jovem dos anos 60, 70, que caísse, por magia do tempo, nos dias de hoje. Assim, ele tivesse parado no tempo, nos seus míseros 17 anos, e fosse a umas dessas baladinhas modernas. Seria muito divertido se ele paquerasse alguem, uma menina, dos dias de hoje. Imagine...

-Que broto boa pinta!
- Que?
- Você é boazuda, gamei em você!
- Hahaha, que bonitinho você. Tem um charme.
- Tudo joía?
- EPA! É assalto é? Leva tudo, mas não me machuca, por favor!
- Que bode! Nada disso broto, só quero aplicar a milonga com você!
- AAAAAAAAA, SOCORRO! Esse cara vai me estuprar!
- Não, não vou para ignorância! Você tem uma bossa comédia.
- Ah, entendi, você é meio das antigas né? Tudo bem, mas e aí, gosta de Lady Gaga?
- Quem? Que nome cafona!
- COMO ASSIM QUEM É LADY GAGA? Ela é a top do momento!
- Então ela é uma peça de roupa íntima? Ela é uma certinha então?
- Que? Você gosta de que tipo de música então?
-Vou te dar uma colher de chá, eu comprei uns bolachões do ABBA, do Jacksoon 5, e do David Bowie, mas eu acho supimpa ouvir Elvis Presley e The Who quando estou no embalo.
- Que? Algum desse aí fez parceria com o Justin?
- Que Justin?
- COMO ASSIM, QUE JUSTIN? O JUSTIN BIEBER!
- Esse papo tá ficando encucado... vim aqui escovar urubu e tirar uma casquinha de uns brotos legais que eu gamei, logo no início da curtição. Mas só tem granfinagem nesse baile e não me sinto inserido no contexto com esse bichos aí. Que ir na onda até o meu Cardillac para a gente dar umas voltas?
- Não entendi nada do que você falou, nadinha. E eu não saio com quem é tão assim, desatualizado! Não sabe quem é Lady Gaga, não sabe quem é o Justin Bieber, e agora me diz, quantas vezes o Brasil ganhou a copa?
-Ué lindeza, o Brasil ganhou a última copa a de 70, ou seja, somos tricampeões mundiais!
- Tchau!
- IH! Fiquei na luz baixa agora...

(não entendeu alguma gíria? Hahaha, entra aqui: verbobr.blogspot.com/2008/01/girias-anos-60)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Until The End

Cai a chuva lá fora. As gotas batem e batem e batem no chão, involuntariamente. Explosão de água. Cheiro de terra. Frio do inverno, terna estação que me desagrada. Vento gélido que corta suavemente a pele d eminha face. Minha boca, seca. Meu coração, meu corpo, encolhidos, pedem abrigo.
Lá estavamos. Quietos, parads, gelados, ambos com vontade de ficar olhando a queda fracionada de água, que o céu promovia naquele momento.
Não precisavamos de nenhuma palavra. apenas um do outro. Os teus braços me envolveram num acolhimento carionhoso, e, junto ao seu cangote quente, com aroma de conforto, chorei. Queria eu parar a chuva e fazer aparecer o sol, para apreciar seus olhos castanhos, profundos, sorrindo para mim, enigmáticos. Mas, percebo eu, com você parecido com a chuva.
Sua palavras caem em mim e se fixam, involuntariamente, compreesão, confisões ao pé do ouvido. Explosão de ternura. Cheiro de lealdade.
E esse frio (ah, frio!), que me causa uma vontade de ficar abraçada a você, contando meus segredos de liquidificador. Ouvindo tudo, rindo, gastando essa amizade verdadeira. Ah, quem me dera!
Cai a chuva lá fora e aqui dentro te sinto como uma parte de mim. Finalmente achei algo que é pra vida inteira.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Fênix

Explodo em felicidade, explodo em sorrisos. Renasço das minhas cinzas.
Ela não conseguio tirar isso da minha cara, gritou, entrou em erupção,
a olhei e disse 'te amo' e saí com um sorriso, radiante.
Nada vai conseguir estragar essa nova pessoas que surgiu, que brotou, que morreu e voltou,
foi por um fato ridículo, mas que me deu tanta
felicidade e confiança para ser quem eu sou e, não ficar tentando agradar a niguem, que me fez mais alegre, mais despreucupada, mais positivista.
Era uma fênix, sim, eu era. Mas escondida no corpo de um corvo, preto, obscuro, sombrio e triste.
Morri nas cinzas, e delas brotei de novo, renovada, quente, ardente de novas experiencias,
Me provaram que fazer locuras de vez em quando, me deixa bem.
Vejo no espelho, outra pessoa; a mesma, mais diferente. Me tornei um mulher, e não sou mais aquela tímida e frágil menininha, que não sabia nada da vida.
Não estou totalmente lapidada, mas vou aprender com os martelos do tempo.
O que importa é

que me sinto bem, me sinto feliz, me sinto confiante, me sinto viva e quente novamente.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fucking Loser.

Não consegue se virar sozinha? Fracassada!
Não consegue definir o que quer? Fracassada!
Briga com a sua mãe? Fracassada!
Não é boa o bastante para ser o que, no fundo, você sempre quis? Fracassada!
Não consegue aguentar mudanças? Fracassada! Não consegue segurar amizades? Fracassada! Não consegue segurar o seu ciúme idiota isabella? Fracassada!
Não consegue ser boa em nada? Fracassada! Não consegue ter o que quer com as pessoas? Fracassada!
Não é digna de ser amada isabella? Fracassada!
Não consegue viver em paz com sua familia? Fracassada! Não consegue não ter crise de consciencia? Fracassada!
Fracassada! Fracassada! E mil vezes fracassada! É isso que eu sou e sempre vou ser.

Mas continuarei sorrindo amarelamente.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Team Bella.

Hoje , um belo dia quente de inverno, fui assistir o novo filme da saga Crepúsculo, "Eclipse". Sentei-me lá com meus amigos desmasiados em felicidade, umas pessoas aleatórias e mais umas virgens do team Jacob e do team Edward. Cinema lotado, é. Lotado de meninhas virgens e desocupadas.

Depois de quase meia hora de filme (ou mais, não fiquei crônometrando) cheguei a uma bela e poética conclusão: sou beeem mais team Bella! Pensa comigo: ela consquistou um vampiro de 600 anos e um lobo recém acoplado na alcateia; ou seja ela pode escolher entre o romantismo e o amor eterno do Edward, como ela pode escolher entre o pão sedutor que é o Jacob, saído quentinho do forno dos monstros de Forks.

Ela pode escolher entre os dois. Ela têm os dois na mão, e é só ela chamar que qualquer um dos dois veem ao seu encontro. Ambos a amam com todo o coração e dariam a vida por ela. E numa cena do "Eclipse" em que a Bella fala explicitamente para o Edward que ama o Jacob, mas que ela o ama mais, ele fica de boa. Ou seja, ela é noiva do Edward mas pode dar uns cato no Jacob quando ela quiser, que o vampiro não liga! Quer vida mais perfeita?

Apesar de eu achar a saga Crepúsculo muito inútil, ridícula e brochante, eu apoio totalmente a Bella. Tem que dar uns catos no Jacob, e no Edward. Sou cem por cento TEAM BELLA!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Wishes.

Se eu pudesse, eu comeria doce no almoço e na janta.
Se eu pudesse, eu andaria só de bíquini e shorts o ano inteiro.
Se eu pudesse, eu falaria 'te amo' até pro porteiro.
Se eu pudesse, eu pararia no tempo só para ficar olhando no olhos dele.
Se eu pudesse, eu não iria voltar para casa todas as noites.
Se eu pudesse, eu daria um beijo em quem eu quisesse.
Se eu pudesse, eu tocava violão na Paulista com um chápeu no chão.
Se eu pudesse, eu tomaria sorvete no café da manhã.
Se eu pudesse, eu falaria tudo que eu penso.
Se eu pudesse, eu não teria medo de não ser amada.
Se eu pudesse, eu dormiria até o meu corpo criar raízes na cama.
Se eu pudesse, eu o levaria pra cama.
Se eu pudesse, eu saia cantando Mika bem alto de madrugada pelas ruas.
Se eu pudesse, eu gostaria de me sustentar tocando violão.
Se eu pudesse, eu não faria vestibular.
Se eu pudesse, passava o dia a olhar o céu azul, deitada na grama.
Se eu pudesse, eu realizaria meus sonhos.
Se eu pudesse, eu chorava até em filme da Disney.
Se eu pudesse, eu entraria no banheiro masculino na maior cara de pau.
Se eu pudesse, eu compraria um carrinho de supermecado só para descer ladeiras com ele.
Se eu pudesse, eu queria ter filhos de olhos verdes e black power.
Se eu pudesse, eu moraria na Austrália.
Se eu pudesse, eu o pediria em namoro.
Se eu pudesse, eu consolidaria mais amizades para vida toda.
Se eu pudesse, beberia suco de manga o resto da minha vida.
Se eu pudesse, eu esqueceria todos eles.
Se eu pudesse, eu apagava o meu passado.
Se eu pudesse, eu não mudaria o presente.
Se eu pudesse, eu preveria o futuro a tempo de muda-lo.
Se eu pudesse, eu gostaria de ser uma sereia.
Se eu pudesse, eu viveria na praia.
Se eu pudesse eu conheceria todos os filósofos do passado só pra falar "nossa, você é f%$a!"
Se eu pudesse, realizaria tudo que eu listei acima.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ônibus.

"Não, melhor ficar aqui sem falar nada. O cobrador é mesmo! Já o vi em outro onibûs. Pense positivo, vai dar certo, tem que dar certo. Não é por que mamãe falou que te assalto que eu vou ser assaltada, aqui e agora. Nossa, que vontade de ir pra casa dele e dar-lhe um beijo. Mas e se ele disser não? Bom, não importa. Nossa, mas que merda, ela me ferra pra salvar ele! Não, melhor não falar nada, não acho justo. Será que eu tô confundindo as coisas? Nossa, aquela mulher realmente não sabe se vestir. Mas meu, vendo por outro lado eu não deveria estar indo lá. É um coisa deles, só deles, e eu sempre atrapalho. Nossa, minha mãe vai me matar, já são quase 17h e eu vim de ônibus. Onde é Jardim Suave? Relaxa, qualquer coisa eu tenho um celular. Meu crédito acabou, droga. Por que será que eu não paro de pensar nele? Nem foi um história, nem começamaos nada... Puts, passei do meu ponto! Calma, não adianta ficar brava e melancólica agora, vou ter quer esperar o ponto final pra descer. Tem altas coisas no twitter. Nossa, que baiano sem noção, ver filme no ônibus! Depois é assaltado e não sabe porque! Que cara estranho, argh, ele disse 'oi morena'? Toma banho, sue zero à esquerda. Mas por que será que algumas pessoas tem de ser tão malvadas com pessoas tão fofinhas? Tem gente que não tem jeito mesmo. Nossa que vontade de Mcflurry de Alpino. Será que eu ligo pra eles e digo que não vou mais ,por que desci no lugar errado? Não, melhor não, eu quero ir. Tudo o possível para ficar fora de casa. Eu me viro. Bom, pelo menos é mais tempo pra eu pensar na vida. Olha, adorei aquele óculos! Nossa que vontade de chegar e falar um monte. Nossa, mas... Eita, melhor eu levantar que passei do meu ponto de novo, de tanto pensar besteira."

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Buraco.

É difícil saber quando se gosta de alguem. Ou melhor, é difícil saber quando se está gostando de alguem de um jeito especial. É confuso, é vago, é distante, é recíproco, é profundo. Confudo gostar de fulano com ser íntima de fulano. Tem pessoas íntimas que eu sei que nunca poderia nascer algo novo por que são amigos de muitos verões passados.

Mas e as novas pessoas? Já sou confusa por natureza, já sou carente por natureza, já sou movida por impulsos por natureza, já tenho ego grande por natureza. Como vou saber se o que está nascendo é só uma grande amizade ou é atração? É realmente, deve ser coisa de minha inútil mente vazia. Mas eu nunca tive um carinho como o que aquele ser maravilhoso (e diga-se de passagem, atraente perante minhas especificações), dá pra mim.

Não nego nada do que fiz, só afirmo que não fiz para magoar ninguem. Só me defendo e peço paciência comigo. O que eu faço não é por mal, muito pelo coontrário. Tenho consciência que é devido ao enorme buraco que vem sido cavado por desilusões ao longo dos meus bem vividos 16 anos de permanência neste mundo. E nunca, em nenhuma de minhas aventuras do coração, consegui achar terra o suficiente para aterrar esse enorme buraco.

É esse buraco que me faz ser tão assim, tão ridícula, tão eu. Alguem quer me doar um pouco de terra para me ajudar?