quinta-feira, 1 de julho de 2010

Buraco.

É difícil saber quando se gosta de alguem. Ou melhor, é difícil saber quando se está gostando de alguem de um jeito especial. É confuso, é vago, é distante, é recíproco, é profundo. Confudo gostar de fulano com ser íntima de fulano. Tem pessoas íntimas que eu sei que nunca poderia nascer algo novo por que são amigos de muitos verões passados.

Mas e as novas pessoas? Já sou confusa por natureza, já sou carente por natureza, já sou movida por impulsos por natureza, já tenho ego grande por natureza. Como vou saber se o que está nascendo é só uma grande amizade ou é atração? É realmente, deve ser coisa de minha inútil mente vazia. Mas eu nunca tive um carinho como o que aquele ser maravilhoso (e diga-se de passagem, atraente perante minhas especificações), dá pra mim.

Não nego nada do que fiz, só afirmo que não fiz para magoar ninguem. Só me defendo e peço paciência comigo. O que eu faço não é por mal, muito pelo coontrário. Tenho consciência que é devido ao enorme buraco que vem sido cavado por desilusões ao longo dos meus bem vividos 16 anos de permanência neste mundo. E nunca, em nenhuma de minhas aventuras do coração, consegui achar terra o suficiente para aterrar esse enorme buraco.

É esse buraco que me faz ser tão assim, tão ridícula, tão eu. Alguem quer me doar um pouco de terra para me ajudar?

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