Eu vou badalar, vou me divertir, vou fazer besteira, vou falar palavrão, vou enlouquecer. Vou ficar de ressaca, vou paquerar quem nunca mais vou ver, vou fazer melhores amigos num só rolê. Não vou acordar cedo, vou criar raízes na minha cama até eu florescer e dar frutos. Vou acordar na hora da janta, tomar um banho longo, ouvindo o rádio no máximo, me arrumar e sair pra noite, encandecida, festeira, livre. Só vou voltar para casa quando o sol bater no meus olhos e eu tiver que levar meu salto na mão, de tanto que dancei.
Vou almoçar sorvete com doce de leite, comer balas de chiclete ao invés de arroz com feijão. Não quero estudar, não quero saber de números. Vou conversar na rua, olhar a lua da madrugada. Assitir tv e comer pipoca com brigadeiro de panela. Vou ignorar as reclamações da minha mãe e brigarei muito com ela, e depois vou enche-la de beijos. Vou discordar dela, vou impor minhas opiniões contra o mundo. Eu quero festa, quero pegação ao extremo, quero beijar quem eu quiser, quero abraço, quero amigos, quero doces, quero diversão.
Quero me preocupar com coisas fúteis, como se vão gostar da minha roupa ou se meu cabelo está bom e reclamar de coisas bobas. Quero poder não ligar para o que as pessoas vão achar das minhas atitudes, dos meus olhares, das minhas palavras. Vou tentar o mundo, tantar mudar as pessoas. Não me culpe se eu não quero decidir o meu futuro aos 16 anos de idade, não me culpe se eu não quero estudar aqueles números chatos, eu quero coisas mais simples, como ser feliz, por exemplo.
Só quero ser jovem enquanto não tenho contas pra pagar, filho pra cuidar, (ex)marido para me encher, trabalho para executar, fámilia para sustentar, casa para pagar, o mundo nas minhas costas para eu suportar. Enquanto tenho esse corpo, essa mente, essas loucuras, essa liberdade, eu quero é viver a vida do meu jeito, sendo feliz, aproveitando essa juventude que eu sempre quis.
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