Cai a chuva lá fora. As gotas batem e batem e batem no chão, involuntariamente. Explosão de água. Cheiro de terra. Frio do inverno, terna estação que me desagrada. Vento gélido que corta suavemente a pele d eminha face. Minha boca, seca. Meu coração, meu corpo, encolhidos, pedem abrigo.
Lá estavamos. Quietos, parads, gelados, ambos com vontade de ficar olhando a queda fracionada de água, que o céu promovia naquele momento.
Não precisavamos de nenhuma palavra. apenas um do outro. Os teus braços me envolveram num acolhimento carionhoso, e, junto ao seu cangote quente, com aroma de conforto, chorei. Queria eu parar a chuva e fazer aparecer o sol, para apreciar seus olhos castanhos, profundos, sorrindo para mim, enigmáticos. Mas, percebo eu, com você parecido com a chuva.
Sua palavras caem em mim e se fixam, involuntariamente, compreesão, confisões ao pé do ouvido. Explosão de ternura. Cheiro de lealdade.
E esse frio (ah, frio!), que me causa uma vontade de ficar abraçada a você, contando meus segredos de liquidificador. Ouvindo tudo, rindo, gastando essa amizade verdadeira. Ah, quem me dera!
Cai a chuva lá fora e aqui dentro te sinto como uma parte de mim. Finalmente achei algo que é pra vida inteira.
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