Tudo sempre foi visto assim por mim: perfeito. Tudo girava a minha volta, me incentivavam como ninguem, já tinham definido meu futuro, estava magicamente "escrito nas estrelas", pré-destinada ao sucesso. Pregavam que eu era única, maravilhosa, uma mente geniosa e promissora. Minha fámilia apostava - ou melhor, tinham certeza absoluta- que eu iria ser brilhante. É, fui criada nesse ambiente de mordomias, mimos, regalias e planos mirabolantes e bem definidos para meu futuro.
Mas, peraí. Nem tudo são rosas. Esse Jardim do Éden em que eu fui criada, também tinha uma fruta proibida: eu mesma. Descobrir quem eu sou de verdade, descobrir que não se é perfeita, é duro. Fui criada para ser a filhinha preferida da mamãe, o orgulho da família. Mas, um segundo: eu não sou assim. Tenho defeitos, muito deles, alguns até malignos; pra mim, é difícil é aceitar que não eu não sou a princesinha da mamãe, e sou de um jeito totalmente oposto ao qual fui criada.
Quero fazer do meu jeito e acabar com o conto de fadas; talvez eu possa até assumir os meus defeitos e os meus pecados(ou não); Quero destruir a utopia materna que reinou perante tantos anos de criação. O único problema é que eu posso decepicionar quem eu mais amo no mundo. Decisão árdua a tomar, mas hei de faze-la.
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